Pingo Doce não tem prevista qualquer restrição à venda de gelo nas suas lojas

Supermercados em Espanha estão a limitar o número de embalagens de gelo que vendem por cliente.

04 de agosto de 2022 às 16:44
Pingo Doce xxx
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O Pingo Doce não tem prevista "qualquer restrição" à venda de gelo nas suas lojas e o Intermarché desconhece qualquer "racionamento de produtos" no mercado português, disseram esta quinta-feira à Lusa fontes oficiais das cadeias de supermercados.

Os supermercados em Espanha estão a limitar o número de embalagens de gelo que vendem por cliente, tendo em conta a escassez deste produto devido à maior procura por causa do calor e à menor produção provocada pelos preços da eletricidade.

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Contactada pela Lusa sobre o tema, fonte oficial da cadeia de supermercados do grupo Jerónimo Martins disse que "o Pingo Doce não está a limitar a venda de gelo nas suas lojas, não estando prevista qualquer restrição".

Sobre o mesmo assunto, fonte oficial do Intermarché salientou que o "grupo Os Mosqueteiros, incluindo a sua insígnia de comércio alimentar Intermarché, é composto por chefes de empresa independentes que gerem as suas lojas de acordo com o contexto das regiões onde estão inseridos".

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Assim, "centralmente não temos conhecimento de racionamento de produtos, nos quais se incluem as embalagens de gelo", acrescentou a mesma fonte.

A Lusa contactou outras cadeias de supermercados, mas até ao momento ainda não obteve resposta.

O racionamento na venda de gelo -- e o desaparecimento do produto de supermercados e gasolineiras - chegou quando se esgotaram as reservas do produto, resultado de uma "tempestade perfeita" em que se juntaram o aumento dos preços da eletricidade e as ondas de calor que afetam Espanha desde junho, segundo os empresários.

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A produção de gelo, com vista a responder à habitual procura de verão, começa a fazer-se nos meses iniciais do ano, mas em 2021, o aumento do preço da eletricidade gerou custos de fabrico e armazenamento que levaram a parar as fábricas.

A inflação em Espanha foi de 10,8% em julho, o valor mais alto em 38 anos, desde setembro de 1984.

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