Plano da estação intermodal de Coimbra adiado por causa do risco de inundações
Vereadora explicou que foi proposto um prolongamento por mais dois anos apenas para "evitar qualquer caducidade" do plano, prevendo-se que o mesmo esteja pronto antes do prazo agora definido.
A Câmara de Coimbra aprovou esta segunda-feira o prolongamento por mais dois anos o prazo para a elaboração do plano de pormenor da futura estação intermodal de Coimbra, face aos pressupostos de risco de inundações que mudaram em abril.
A proposta de prolongamento do prazo, que inicialmente era de dois anos, é suportada pela "complexidade e sensibilidade do território em estudo" (que abrange toda a zona entre a estação de Coimbra-B e a beira-rio), mas, sobretudo pela entrada em vigor do novo Plano de Gestão de Riscos e Inundações.
Segundo o documento do município a que a agência Lusa teve acesso, este novo plano de gestão de inundações alterou "os pressupostos iniciais" do plano de pormenor da futura estação, nomeadamente o risco potencial de inundação e a identificação de novas cotas de cheia.
A vereadora com o pelouro do urbanismo da Câmara de Coimbra, Ana Bastos, explicou esta segunda-feira que foi proposto um prolongamento por mais dois anos apenas para "evitar qualquer caducidade" do plano, prevendo-se que o mesmo esteja pronto antes do prazo agora definido.
"Ainda estamos a aguardar que a APA [Agência Portuguesa do Ambiente] nos defina as cotas de cheia", notou a vereadora, recordando que a área é "uma área de risco", mas que todo o trabalho tem sido articulado com a Infraestruturas de Portugal (IP), que pagou a elaboração do plano de pormenor.
Ana Bastos recordou que as ideias base daquele plano já estavam integradas no processo que foi a concurso para a linha de alta velocidade.
"A IP vai continuar a controlar o projeto e respetiva concessão. Não há risco absolutamente nenhum", acrescentou, referindo que a equipa procura, neste momento, dar resposta à "complexidade" relacionada com a cota de cheia, da qual depende a solução de cave da estação.
Em fevereiro, Ana Bastos já admitia que esse plano de gestão implicava a subida da cota de cheia junto ao açude-ponte, no Mondego, podendo limitar "substancialmente o desenvolvimento urbanístico e edificado" junto à estação.
Ana Bastos já afirmava que o plano de gestão de risco de inundações se apresentava como "a principal condicionante" ao desenho urbanístico do arquiteto catalão Joan Busquets.
Além desta razão, a Câmara de Coimbra justifica também o adiamento com a necessidade de ponderar os diversos interesses "públicos e privados" associados àquela zona.
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