"Podia ter sido eu": Onda de apoio à mãe da bebé que morreu esquecida dentro do carro em Lisboa

Erro que foi fatal leva a rede de solidariedade entre pais nas redes sociais.

12 de maio de 2021 às 12:23
"Podia ter sido eu" Foto: Direitos Reservados/ Instagram
Bebé encontrada morta após sete horas trancada em carro no centro de Lisboa Foto: CMTV

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Uma semana após uma bebé de dois anos ter morrido esquecida dentro de um carro, em Lisboa, está a crescer uma onda de solidariedade para com a mãe que se esqueceu da menina durante cerca de sete horas.

São vários os testemunhos de pais e mães que relatam episódios que podiam ter tido um desfecho semelhante.

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'Ser Super Mãe é uma Treta', de Susana Almeida foi um dos blogues sobre maternidade que se pronunciou sobre a tragédia.

"Quando li a notícia daquela mãe, que numa hora negra, se esqueceu da filha dentro do carro, o meu primeiro pensamento foi "Podia ter sido eu." Podia ter sido eu quando vivi anos a dormir mal, a acordar quatro e cinco vezes na mesma noite, podia ter sido eu quando a privação do sono me transformava o cérebro em papa e eu mal sabia quem era", escreve, lê-se na longa publicação

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 do seu Facebook e Instagram, que já conta com milhares de partilhas.Não se sabe exatamente como, mas deixou apenas os mais velhos nos estabelecimentos de ensino: de cinco e sete anos. A menina estaria a dormir quando estacionou a viatura e porque a cadeira estava colocada por trás do banco do condutor não tinha ângulo de visão para perceber que tinha ficado esquecida.

"Aquela mãe não precisa de julgamentos, nem de acusações. Acreditem, ela já o faz sozinha, ela já o fará sozinha para o resto da vida. Da não vida, porque aquela mãe morreu. Só ela saberá o quanto lhe custa viver, abrir os olhos e respirar. E sobreviver um dia atrás do outro. Ninguém sabe, só ela. Ela não precisa de carregar a nossa culpa."

Recorde-se que, segundo o que o Correio da Manhã noticiou na altura, a mãe, uma gestora de 40 anos, terá saído para levar os três filhos à escola, por volta das 8h00.

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Não se sabe exatamente como, mas deixou apenas os mais velhos nos estabelecimentos de ensino: de cinco e sete anos. A menina estaria a dormir quando estacionou a viatura e porque a cadeira estava colocada por trás do banco do condutor não tinha ângulo de visão para perceber que tinha ficado esquecida.

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