Polémico centro do Estado Novo explica regime e resistência
Projeto foi concebido há mais de 20 anos. Vice-presidente diz que centro interpretativo não será um "museu ao ditador".
A Escola Cantina Salazar, em Vimieiro (Santa Comba Dão) abre as portas esta sexta-feira, após várias décadas envolta em polémica e avanços e recuos. O espaço servirá como espaço museológico, que vai procurar explicar e interpretar o regime ditatorial e a resistência.
O Centro Interpretativo do Estado Novo ficará instalado numa escola-modelo do Estado Novo, um edifício dos anos 1940, do século XX, que a autarquia já tinha recuperado há alguns anos. "Não queremos transformar o centro interpretativo num museu ao ditador. Queremos sim criar um centro interpretativo que estude não só o regime, mas também a resistência ao regime“, explica Luís Nunes, vice-presidente da Câmara de Santa Comba Dão, concelho de onde António Oliveira Salazar era natural.
O equipamento municipal tem a coordenação científica da Associação Ephemera, dirigida por José Pacheco Pereira, que vai disponibilizar parte do seu espólio temático sobre o tema. Por outro lado, o espaço passa também a acolher exposições temáticas, debates, conferências e discussões académicas.
A primeira exposição será dedicada à censura "na área da imprensa, da literatura e também da música", fazendo a ligação ao papel que esta tem no concelho, com as suas filarmónicas e o Conservatório de Música e Artes do Dão.
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