Polémico centro do Estado Novo explica regime e resistência

Projeto foi concebido há mais de 20 anos. Vice-presidente diz que centro interpretativo não será um "museu ao ditador".

23 de outubro de 2026 às 01:30
Centro interpretativo teve vários avanços e recuos ao longo dos anos Foto: Paulo Novais / Lusa
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A Escola Cantina Salazar, em Vimieiro (Santa Comba Dão) abre as portas esta sexta-feira, após várias décadas envolta em polémica e avanços e recuos. O espaço servirá como espaço museológico, que vai procurar explicar e interpretar o regime ditatorial e a resistência. 

O Centro Interpretativo do Estado Novo ficará instalado numa escola-modelo do Estado Novo, um edifício dos anos 1940, do século XX, que a autarquia já tinha recuperado há alguns anos. "Não queremos transformar o centro interpretativo num museu ao ditador. Queremos sim criar um centro interpretativo que estude não só o regime, mas também a resistência ao regime“, explica Luís Nunes, vice-presidente da Câmara de Santa Comba Dão, concelho de onde António Oliveira Salazar era natural.

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O equipamento municipal tem a coordenação científica da Associação Ephemera, dirigida por José Pacheco Pereira, que vai disponibilizar parte do seu espólio temático sobre o tema. Por outro lado, o espaço passa também a acolher exposições temáticas, debates, conferências e discussões académicas.

A primeira exposição será dedicada à censura "na área da imprensa, da literatura e também da música", fazendo a ligação ao papel que esta tem no concelho, com as suas filarmónicas e o Conservatório de Música e Artes do Dão.

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