Polícias concentrados no Porto para exigir aplicação do regime de turnos

Atualmente é praticado o regime de piquete que, segundo disse o presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), Paulo Santos, "prejudica financeiramente os agentes".

13 de julho de 2026 às 11:48
Polícias concentrados no Porto para exigir aplicação do regime de turnos Foto: Ricardo Castelo
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Cerca de 60 polícias da Divisão de Investigação Criminal do Porto estão esta segunda-feira concentrados, junto ao Comando Metropolitano da PSP, para exigir a aplicação do regime de turnos.

Atualmente é praticado o regime de piquete que, segundo disse o presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), Paulo Santos, "prejudica financeiramente os agentes".

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"Ao fazerem um piquete, os agentes recebem o valor máximo, que é de 150 euros. O que acontece na Direção de Investigação Criminal (DIC) Porto é que cada agente está a fazer dois, três ou quatro piquetes num mês", explicou este responsável.

Isto quer dizer que, nestes piquetes seguintes que um elemento é chamado a realizar, já não "recebe nada e ainda perde o subsídio de refeição porque, teoricamente, não está a trabalhar".

"Não estamos a pedir nada de transcendente, pedimos apenas a aplicação do regime de turnos, como acontece, aliás, em Lisboa", acrescentou.

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Paulo Santos disse ainda não perceber o "porquê desta intransigência".

Enquanto decorria a concentração, realizava-se uma reunião entre o dirigente da ASPE do Porto, Sérgio Santos, juntamente com outros sindicados policiais, e o comandante metropolitano da PSP do Porto.

Os operacionais aguardavam cerca das 11:20 pelo fim da reunião para avaliar a posição assumida pelo superior hierárquico.

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"Consideramos que a atual posição do comandante metropolitano é abusiva e admitimos um recurso a medidas mais contundentes", afirmou Paulo Santos, sem concretizar que tipo de medidas estão em cima da mesa.

Na divisão de investigação criminal da PSP do Porto trabalham cerca de 280 agentes.

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