Poluição no Tejo é “problema agudo”
Primeiros resultados das análises à água chegam quarta-feira.
O Governo quer "atacar desde já" o "problema agudo" da poluição no rio Tejo, anunciou ontem João Matos Fernandes, ministro do Ambiente. Em Montalegre, o governante adiantou que estão a ser realizadas análises à espuma e à água no açude insuflável de Abrantes e também às ETAR e às empresas de celulose de Vila Velha de Ródão.
"Estamos a fazer essas mesmas recolhas com a certeza de que o problema que temos à nossa frente é um problema com uma dimensão que não resulta certamente da descarga A ou da descarga B, o que não quer dizer que elas não possam ter existido", afirmou o ministro. Os resultados das análises da espuma e da água estão previstos para quarta-feira, e os restantes para 5 de fevereiro.
João Matos Fernandes reuniu-se depois, na Câmara de Abrantes, com responsáveis da EDP, da Águas do Vale do Tejo, da Agência Portuguesa do Ambiente e consultores da Universidade Nova de Lisboa.
No final, revelou que a maior parte da poluição se concentra no fundo das albufeiras de Fratel e Belver, na forma de resíduos orgânicos, e a falta de chuva no ano passado impediu a sua dissolução.
Camiões utilizados para retirar a espuma do rio Entram hoje em ação os seis camiões que vão permitir retirar a espuma do açude de Abrantes. "Não se resolve desta forma o problema da poluição, mas reduziremos em parte o seu impacto visual", disse o ministro.
PORMENORES
Empresa notificada
A Celtejo foi ontem notificada para reduzir em 50% o volume de efluente rejeitado. A fábrica de pasta de papel reagiu, afirmando-se "totalmente alheia" aos fenómenos de poluição.
72 milhões para tratar
O Governo vai reforçar o investimento nas estações de tratamento de efluentes do Tejo em 72 milhões de euros, anunciou ontem o ministro do Ambiente.
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