Portugueses confiam pouco nos padres

Grau de confiança no tribunal é pequeno para 50,9% dos inquiridos. Na Igreja, é 44%.

20 de fevereiro de 2018 às 01:30
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A maioria dos portugueses confia pouco nos padres, juízes e sindicalistas. Entre as profissões que garantem maior segurança estão os professores e os polícias. Na avaliação também é positiva a prestação dos políticos e patrões, revela a sondagem da Aximage para o Correio da Manhã: ‘A Confiança nas Instituições’.

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Interrogados sobre "qual o grau de confiança que tem na capacidade dos tribunais e juízes de administrarem a justiça?", 50,9% dos inquiridos responderam que tinham um grau de confiança pequeno.

Também a Igreja é uma instituição em que cada vez menos dizem confiar. "Qual o grau de confiança que tem na capacidade da Igreja em levar as pessoas a praticarem o bem?": 44% respondeu "pequeno", 35,6% classificou-o como "médio" e apenas 18,4% dizem ter um grau de confiança "grande".

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Na esfera do trabalho, os sindicalistas parecem também não cativar a maioria. Para 47,9%, o grau de confiança é pequeno perante a pergunta sobre a capacidade dos sindicatos em defenderem os direitos dos trabalhadores.

Já sobre o potencial dos empresários, o resultado é mais animador, mas modesto. "Qual o grau de confiança na capacidade dos patrões e gestores portugueses em criarem riqueza?": para metade (50,1%), o grau de confiança é médio. Contudo, 32,2% depositam pouca confiança nos empresários.

Professores no topo das preferências  

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São os professores e os polícias em quem os portugueses  depositam maior confiança. Interrogados sobre o grau de confiança que têm na capacidade da escola em ensinar coisas úteis aos alunos, 61,1% dos inquiridos responderam ter um grau médio e 20,8% um grau elevado de confiança. No trabalho dos polícias no combate crime, 54,3% disse ter um grau de confiança médio, e 29,3% grande. 

SAIBA MAIS

1963

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foi o ano em que surgiu a primeira empresa de sondagens do País - a Norma. Encerrou em 1998. A RTP1 fez a primeira sondagem nas legislativas de 1979.

Palavra francesa

Sondagem tem a sua raiz na palavra francesa ‘sondage’. Surgiu no século XIV para expressar o uso de uma sonda de água.

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Amostra da opinião

A sondagem é um estudo de opinião que tem por base uma amostra particular da opinião pública para espelhar o todo.

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