Presidente da APA recusa falar sobre guarda-sóis em frente a concessões de praia
José Pimenta Machado afirmou que a entidade "já disse o que tinha de dizer".
O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) recusou este sábado falar sobre as questões levantadas a propósito da colocação de guarda-sóis em frente às concessões de praia.
"Sobre isso não falo. Já dissemos o que tínhamos a dizer. Desejo é boa época balnear, e vai ser, com certeza", afirmou José Pimenta Machado, no dia em que arranca a época balnear em muitas praias, em declarações aos jornalistas após visitar a praia de Vila Praia de Âncora, no concelho de Caminha, distrito de Viana do Castelo, onde foi concluída uma obra de reposição de areias.
A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) esclareceu a 02 de junho que os banhistas podem colocar chapéus-de-sol em frente às concessões de praia e que estas são áreas de uso privado que não podem exceder 30% da área útil da praia, nem 50% da frente de praia.
O presidente da Associação de Concessionários de Praia e Bares da zona Norte considerou na sexta-feira que a colocação de guarda-sóis em frente a zonas concessionadas está "ultrapassada" e que o convívio entre banhistas sempre foi saudável.
"Acho que essa questão já está mais do que ultrapassada. Não vejo aí qualquer polémica. Essas coisas sempre funcionaram bem. Nos pontos onde haja alguma coisa a corrigir, as situações são perfeitamente corrigíveis e, na generalidade do país, o convívio dos banhistas tem sido sempre saudável", afirmou Luís Carvalho, em declarações à Lusa.
Também na sexta-feira, a Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor - DECO PROteste alertou que os banhistas podem colocar toalhas e chapéus-de-sol em frente às concessões balneares, desde que não ocupem zonas de segurança devidamente assinaladas.
A 05 de junho a ministra do Ambiente sublinhou que o areal das praias é de acesso livre, exceto nas zonas concessionadas e nas faixas de segurança, lembrando que cabe aos municípios definir essas áreas e divulgar os planos de praia.
A Federação Portuguesa de Concessionários de Praia (FPCP) assegurou que a legislação em vigor está a ser aplicada, mas alertou para dúvidas na aplicação das regras relativas à sinalização das zonas de chapéus-de-sol nos areais.
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