Presidente da Relação de Lisboa diz que processos longos obrigam a escolher entre prisão ou lar
Orlando Nascimento critica os mega-processos sobre crimes financeiros, que entravam a ação da Justiça.
O presidente do Tribunal da Relação de Lisboa, Orlando Nascimento levantou esta quarta-feira a hipótese da criação de "prisões/lar", perante a existência de processos intermináveis "nos casos conhecidos que envolvem o setor financeiro".
"Caso terminem em condenação , teremos de ponderar colectivamente se os arguidos devem seguir para a prisão ou se devem seguir para um lar", referiu o juiz desembargador Orlando Nascimento.
Na cerimónia de tomada de posse de 15 novos juízes desembargadores e de cinco juízes de direito, Orlando Nascimento sublinhou que "com tanto crime no setor financeiro, afinal continuam todos em liberdade.E lançou farpas à falta de decisões que leva a que "os arguidos confraternizem com os reguladores, os investigadores como os opiniadores e todos vivendo a expensas de dinheiros públicos".
Entre os novos juízes desembargadores figura Rui Teixeira (48 anos). Em 2003 tornou-se uma figura mediática ao ordenar a prisão preventiva de Carlos Cruz, Ferreira Diniz, Hugo Marçal, Manuel Abrantes e Paulo Pedroso, no âmbito do processo Casa Pia.
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