Primeiro-ministro foi a Santarém "sem avisar" para salientar que prioridade é "salvaguardar vidas"

Luís Montenegro explicou que decidiu ir a este pavilhão municipal em Santarém "sem avisar" para acompanhar as operações no terreno.

06 de fevereiro de 2026 às 13:01
Montenegro Foto: Direitos Reservados
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O primeiro-ministro visitou esta sexta-feira o centro de acolhimento em Santarém que acolhe deslocados devido às cheias e sublinhou que a prioridade é "salvaguardar a vida das pessoas", apelando a que todos sigam as indicações da Proteção Civil.

Em declarações transmitidas pela SIC-notícias, Luís Montenegro explicou que decidiu ir a este pavilhão municipal em Santarém "sem avisar" para acompanhar as operações no terreno.

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"Neste momento, temos todas as equipas de proteção civil mobilizadas para poder fazer um acompanhamento permanente e juntamente com todas as outras forças - forças de segurança, Forças Armadas, com as equipas das autarquias locais - poder promover evacuação que seja considerada necessária. Nós temos aqui uma prioridade que está acima de todas as outras, que é salvaguardar a vida das pessoas, salvaguardar o bem-estar dos portugueses", disse.

O primeiro-ministro reconheceu que as depressões que têm atingido Portugal na última semana trazem "muitos prejuízos materiais, muitos prejuízos económicos", defendendo que o Governo tem estado a dar resposta a essa vertente.

"Mas ainda antes disso há a vida das pessoas. Por isso eu quis vir até sem avisar, embora correndo o risco - como aconteceu - de me cruzar convosco, mas eu quis vir sem nenhum aviso prévio e saber no terreno exatamente como é que essa operação está a correr e ter a garantia de que nós não deixamos mesmo de tomar medidas preventivas para salvar ou salvaguardar a vida daqueles que estão nas zonas mais expostas, nas zonas ribeirinhas", explicou.

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Para os mais resistentes a deixar as suas casas ou que até já passaram por situações semelhantes no passado Luís Montenegro apelou a que não deixem de seguir as indicações das autoridades, alertando que "desta vez a situação é mais grave".

"Usaremos todos os argumentos com as forças de segurança, com as equipas municipais, até com a ajuda psicológica. Há equipas quer do Ministério da Segurança Social, quer do Ministério da Saúde, já hoje emobilizadas, para acompanhar aqueles que estão a viver situações mais traumáticas, mas também para poder sensibilizar aqueles que ainda têm que tomar medidas preventivas", disse.

Numa visita em que esteve acompanhado pelo presidente da Câmara de Santarém, Ricardo Gonçalves, Montenegro foi perguntando quais eram as localidades isoladas e observou a situação das cheias no local.

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Questionado sobre a possibilidade, que terá sido admitida pelo autarca, de não haver condições para realizar a segunda volta das eleições presidenciais no domingo em duas mesas de voto, Montenegro voltou a remeter essa avaliação para os autarcas.

"Só posso manifestar a minha disponibilidade para, tudo aquilo que puder ser feito pelas entidades públicas, criarmos as condições para que haja segurança nas secções de voto e para que haja também segurança na mobilidade e no acesso dos eleitores a essas secções de voto", afirmou.

No entanto, "se houver situações de limite em que essas condições não estejam salvaguardadas, a lei determina que a eleição possa ser realizada oito dias depois".

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Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

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O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.

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