Prioridades para a investigação nacional definidas até outubro

Nova Agência para a Investigação e Inovação lança debate nacional e cria plataforma online para recolher contributos. Ministro garante liberdade de investigação.

24 de fevereiro de 2026 às 18:46
Ministro Fernando Alexandre Foto: Hugo Delgado/Lusa
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As prioridades estratégicas para a investigação e inovação em Portugal vão ser discutidas nos próximos meses no âmbito da criação da nova Agência para a Investigação e Inovação (AI2), estando prevista uma plataforma online (AI2Participa.pt) para recolher contributos. A AI2 - uma entidade pública empresarial só com capitais públicos que vai substituir a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e a Agência Nacional de Inovação (ANI) – apresentou esta terça-feira a metodologia de avaliação, que realizará até outubro e que definirá as prioridades, ao mesmo tempo que será promovido um debate nacional. Até dezembro será assinado um contrato-programa plurianual entre Governo e AI2 com as prioridades de investigação e inovação para o período entre 2027 e 2031.

O ministro da Educação Ciência e Inovação garantiu que a AI2 não vai condicionar a liberdade dos investigadores. “A autonomia do conselho de administração da AI2 não interfere com a liberdade de investigação. Pelo contrário. Um dos objetivos do novo enquadramento institucional da AI2 é dar estabilidade e previsibilidade aos investigadores, protegendo-os da interferência discricionária dos decisores políticos”, afirmou Fernando Alexandre.

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O ministro destacou a importância da AI2 ir ter um orçamento plurianual, a cinco anos, para dar previsibilidade, mas avisou que as instituições de ensino superior e os investigadores têm de “mostrar os resultados da sua investigação e disponibilizá-los à sociedade e à economia”. Fernando Alexandre defendeu que a ligação entre Educação, Investigação e Inovação será fundamental para gerar “um círculo virtuoso em que mais investigação e inovação contribuirão para o crescimento da economia e o crescimento da economia libertará mais recursos para a investigação e inovação”, com o objetivo de alcançar um “investimento em Investigação e Desenvolvimento equivalente a 3% do PIB” ou mesmo “ir além deste valor”.

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