Problema no fabrico dificulta abastecimento de medicamento usado na saúde mental

Medicamento é usado para tratar esquizofrenia, transtorno bipolar e depressão.

04 de agosto de 2026 às 13:13
Medicação Foto: D.R.
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O Infarmed suspendeu temporariamente a exportação de centenas de apresentações de medicamentos com quetiapina, antipsicótico usado para tratar esquizofrenia, transtorno bipolar e depressão, devido a problemas no abastecimento.

Na lista mensal de medicamentos com exportação suspensa estão centenas de apresentações de quetiapina, em dosagens diversas, com o Infarmed a reconhecer constrangimentos no abastecimento de medicamentos com esta substância, que deverão manter-se até final do ano.

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Numa resposta enviada à Lusa, o Infarmed diz que, embora se tenham registado algumas melhorias, os constrangimentos ainda se fazem sentir.

Segundo o regulador, o principal problema está relacionado com uma suspensão do fabrico imposta por uma contaminação microbiana na produção detetada num fabricante, na Grécia, que abastece a maioria dos titulares de Autorização de Introdução no Mercado em Portugal.

O problema afeta igualmente outros países da União Europeia.

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Segundo a autoridade nacional do medicamento, esta terça-feira foram repostas duas apresentações de quetiapina 150 mg de libertação prolongada, uma de 50 mg e uma de 200 mg.

Em agosto, serão repostas outras três apresentações de 50 mg, uma de 150 mg, uma de 200 mg e uma de 400 mg, segundo o Infarmed, que prevê outras reposições antecipadas para reforçar o abastecimento.

Adicionalmente, também durante o mês de agosto, haverá reposições de quetiapina comprimidos revestidos de 12 apresentações.

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Da lista de medicamentos com exportação temporariamente suspensa que entrou esta semana em vigor estão outros 38 fármacos, entre os quais antibióticos, corticóides, analgésicos, medicamentos hormonais e outros usados no tratamento da depressão e de vários tipos de cancro.

Esta lista de medicamentos cuja exportação é temporariamente suspensa é definida todos os meses e inclui os fármacos em rutura no mês anterior cujo impacto tenha sido considerado médio ou elevado, bem como outros que estejam a ser abastecidos ao abrigo de Autorização de Utilização Excecional (AUE).

A proibição destina-se a assegurar o abastecimento do mercado nacional e aplica-se a todos os intervenientes do circuito, incluindo aos fabricantes.

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