Procissões da Semana Santa contam este ano com a ajuda de São Pedro
Pela primeira vez na última década, as procissões da Semana Santa podem sair à rua. A meteorologia prevê sol até ao dia de Páscoa.
Por causa da guerra no Médio Oriente e dos consequentes aumentos dos preços, este ano não devem verificar-se as habituais enchentes hoteleiras, por altura da Semana Santa e da Páscoa, nas regiões do Minho e do Algarve. No entanto, o bom tempo previsto para esta quadra deve proporcionar enchentes assinaláveis nas mais tradicionais procissões do País.
Em Braga, onde se realizam as mais antigas solenidades pascais, a ocupação hoteleira ronda os 85 por cento, mas as ruas da cidade devem encher-se com mais de 200 mil pessoas a assistir às três grandes procissões.
Já na quarta-feira, sai da Igreja de São Vítor a Procissão da Senhora Burrinha, que conta a história da Bíblia da salvação e em que a imagem da Virgem com o Menino, na fuga da Sagrada da Família para o Egito, vai em cima de um burro, puxado por São José.
A mais icónica das procissões é a do Senhor Ecce Homo, em que os farricocos (antigos penitentes públicos) agitam as matracas e levam os fogaréus acesos. Sai da Igreja da Misericórdia pelas 21h30 de quinta-feira e percorre as principais ruas do centro histórico da cidade.
Na Sexta-feira Santa, a cidade entristece-se para acolher a Procissão do Enterro do Senhor, em que a solenidade e o espírito quaresmal atingem a maior plenitude e, nesse sentido, os farricocos levam os fogaréus apagados e as matracas caladas. O percurso é idêntico ao da procissão de quinta-feira.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt