Professores invadem Ministério (COM VÍDEO)

Concentrados na entrada do edifício do Ministério da Educação e Ciência, nas Laranjeiras, em Lisboa, cerca de vinte professores exigiram ontem ser recebidos por um membro do Ministério da Educação e Ciência (MEC). <br/><br/>

30 de setembro de 2011 às 01:00
ENSINO, PROFESSORES, PROTESTO, MINISTÉRIO, EDUCAÇÃO Foto: Pedro Catarino
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Os docentes exigem mais transparência nos critérios das ofertas de escola e a correcção da designação dos horários que "estão mascarados de temporários". Após mais de seis horas de espera, a reunião com o secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar, João Casanova de Almeida, acabou por acontecer às 17h47, mas dela não surgiu qualquer decisão.

"Saímos da reunião desiludidos porque o MEC não reconhece a existência de um erro na bolsa de colocação dos professores", afirmou Miguel Reis, professor de Filosofia há dois anos, agora desempregado. "Fomos confrontados com documentos com horários considerados temporários, muitos deles ao abrigo da formação de novas turmas. Ora sabemos que quando as escolas abrem novas turmas não é por um mês ou dois", continuou. "Tivemos ainda a triste notícia de que são as escolas que vão decidir se o docente fica até Maio, Junho ou Julho. Já sabemos então que tipo de indicações têm as escolas", conclui o docente.

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À saída, e perante as palavras exaltadas dos professores, o secretário de Estado fez saber que "tudo o que se passa com os concursos foi explicado". Os professores não concordam e prometem continuar a sua luta. À hora de fecho desta edição, os docentes garantiam que iam dormir no ministério.

O ministro da Educação, Nuno Crato, foi directo: "O Governo não vai contratar professores que não sejam necessários."

MAIS DE 122 MIL A DAR AULAS

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Dados do gabinete do ministério de Nuno Crato indicam que, a 31 de Agosto, estavam colocados nas escolas 121 291 professores. Já no início do ano escolar, em Setembro, 122 677 professores estavam a dar aulas.

ORDEM DOS MÉDICOS PAGA PRÉMIOS DE MÉRITO ESCOLAR

A Ordem dos Médicos (OM) vai assumir o pagamento de dez prémios de mérito escolar, por considerar "polémica, incompreensível, aberrante e contraproducente" a decisão do Ministério da Educação de cancelar a entrega de 500 euros aos melhores alunos das escolas secundárias.

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Em comunicado, a OM apela à sociedade civil para que "se mobilize e colabore no reconhecimento do mérito dos jovens estudantes", sublinhando que "o mérito compensa".

A OM faz questão de pagar o prémio ao jovem Miguel Saraiva, que concluiu o Secundário na Escola Alves Martins, em Viseu, e "subscreve integralmente as suas declarações". Recorde-se que o estudante disse ao CM que espera que "no final do ano os prémios dos gestores públicos de milhões de euros também sejam suspensos". A decisão da OM deixou o jovem "lisonjeado": "É uma honra, dá-me força para continuar."

A jovem Kristina Hundarova, que estudou na Escola Secundária de Silves, é outra das alunas a quem a OM vai pagar os 500 euros do prémio, desejando-lhe "as maiores felicidades". A futura médica ficou "muito contente" com notícia. "Este prémio é uma ajuda, pois a minha mãe está desempregada e o meu pai é ajudante de electricista, pelo que fazem um grande esforço para que eu possa tirar o curso de Medicina ", disse.

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ALUNO DE '20' JOGA NO PORTO E NA SELECÇÃO

António José Carvalho, de 18 anos, é de Esposende e teve média de 20 valores no último ano lectivo na Escola Secundária António Nobre, no Porto. O feito tem contornos especiais pelo facto de ‘Tózé' ser o número 10 da equipa júnior do FC Porto e estar actualmente com a selecção nacional sub-19, que irá participar no Torneio de Limoges, em França.

Apaixonado pelo futebol, o jovem médio portista tem como prioridade conseguir tirar o curso de Medicina.

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MOVIMENTO PARA PREMIAR ALUNOS

Em resposta ao apelo da Ordem dos Médicos à sociedade civil, surgiu ontem nas redes sociais Twitter e Facebook o ‘Movimento 500', que se mobilizou para juntar a verba necessária para premiar os alunos.

FENPROF REUNIDA COM PGR NO DIA 6

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A FENPROF vai reunir-se com o procurador-geral da República, Pinto Monteiro, no dia 6, e com a Comissão de Educação, Ciência e Cultura do Parlamento, no dia 7 de Outubro. Em causa estão os erros no concurso de colocação de docentes.

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