Profissionais de educação exigem melhores condições na Escola Básica da Trafaria, Almada
Ação de protesto convocada pelo STOP obrigou à suspensão temporária das aulas.
Cerca de 60 profissionais de educação concentraram-se esta terça-feira junto à Escola Básica da Trafaria, em Almada, alertando para a "falta de condições" daquele estabelecimento de ensino e exigindo uma intervenção da autarquia e do Governo.
"As condições atuais da escola são altamente precárias, para não dizer abaixo do mínimo necessário para garantir a segurança física de alunos, docentes e funcionários", disse à agência Lusa o coordenador do Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (STOP), Daniel Martins.
"Estamos a falar de infiltrações, risco de eletrocussão, falta de balneários e cadeiras em mau estado que podem provocar quedas", acrescentou o sindicalista, lembrando que o STOP tem alertado para a falta de condições mínimas naquela escola do concelho de Almada, no distrito de Setúbal.
A ação de protesto convocada pelo STOP obrigou à suspensão temporária das aulas no Agrupamento de Escolas, entre as 9h00 e as 11h00, sobretudo na Escola Básica da Trafaria.
Daniel Martins destacou também um relatório de avaliação de riscos naquela escola elaborado pela Unidade Local de Saúde de Almada, que enuncia um conjunto de problemas naquele estabelecimento de ensino.
O relatório, ao qual a agência Lusa teve acesso, conclui que o pavilhão não reúne condições para ser utilizado, dado que, entre outros problemas, apresenta fissuras estruturais, infiltrações de água, risco de queda do sistema de iluminação e acumulação diária de excrementos de aves.
O líder do STOP salientou ainda as falhas de eletricidade que ocorreram ao longo dos últimos meses naquela escola básica, que terão danificado parte dos equipamentos informáticos utilizados pelos alunos.
"As condições atuais da escola são altamente precárias, para não dizer abaixo do mínimo necessário para garantir a segurança física dos alunos e dos profissionais de educação", frisou o responsável do STOP.
Daniel Martins deixou em aberto a possibilidade de os profissionais de educação avançarem com formas de luta, se, entretanto, a autarquia e o governo, não tomarem medidas para resolver os problemas da Escola Básica da Trafaria.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt