Projeto de ensino de computação abrange 7100 alunos de Matosinhos e do Porto
Denominado ZERO1, projeto é destinado a alunos do 1.º ao 3.º ciclos.
Um projeto de ensino de computação em escolas, iniciado em 2022, atingiu no corrente ano letivo 80 turmas a nível nacional e já abrange quase 7.100 alunos em Matosinhos e no Porto, foi esta quinta-feira anunciado.
Denominado ZERO1 e destinado a alunos do 1.º ao 3.º ciclos, o projeto resulta da parceria entre a ENSICO -- Associação para o Ensino da Computação e a NOS, e visa promover a "igualdade de acesso e proximidade a competências digitais", lê-se no comunicado enviado à Lusa.
A diretora de Responsabilidade Social da NOS, Margarida Nápoles, explicou que o projeto centra-se "em territórios do interior e do Douro, e levou a lógica da computação a centenas de alunos e professores, através de uma abordagem inovadora, na qual os mais novos não aprendem com auxílio de um ecrã, mas sim de um caderno quadriculado".
Segundo a responsável, as aulas ocorrem "uma hora por semana, todas as semanas, durante o ano letivo", sendo direcionadas para a "formação dos 'Master Teachers', os professores que depois vão lecionar nessas escolas" e que até podem ser "formados em outras áreas, como matemática ou engenharia".
No comunicado, os parceiros assinalam que no próximo ano letivo mais de 650 professores, nas escolas abrangidas, deverão receber formação especializada em ensino da computação, garantindo as competências necessárias para lecionar a disciplina de forma autónoma e integrada no currículo escolar.
Os conteúdos, assinalou Margarida Nápoles, "são desenvolvidos pela ENSICO e adaptados, naturalmente, ao nível escolar", contendo uma "abordagem pedagógica bastante inovadora, porque as crianças não aprendem com recurso ao ecrã, mas com um caderno quadriculado".
"Elas estão a aprender as bases, como é que as coisas funcionam e como é que um computador vai funcionar. O objetivo é ir à raiz. Antes de aprenderem o código, é preciso perceber como é que funciona a linguagem dos computadores", explicou a responsável, defendendo como mais-valia "a componente de estruturação de pensamento lógico, abstrato e probabilístico".
Para a responsável, "é isto que depois os vai ajudar a melhorar o desempenho em matemática e em português".
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