Protestos contra aumento do custo de vida decorrem hoje em várias cidades
Em Lisboa, a CGTP realizará uma manifestação à tarde, às 14h30, com início no Cais do Sodré para terminar no Rossio.
Protestos pelo direito à habitação e manifestações da CGTP contra o "brutal aumento" dos preços das casas, dos combustíveis e do cabaz alimentar decorrem este sábado em várias cidades do país, incluindo Lisboa, Porto e Coimbra.
Sob o mote "Mais salário, melhores pensões e serviços públicos | Contra o aumento do custo de vida | Novo rumo para Portugal!", foram convocadas pela central sindical CGTP manifestações, a partir das 10:30, para o Porto, entre a Praça da Batalha e a Praça D. João I, e em Coimbra, com início na Rotunda Portugal dos Pequenitos e a Praça 08 de Maio.
Em Lisboa, a CGTP realizará uma manifestação à tarde, às 14:30, com início no Cais do Sodré para terminar no Rossio.
Em declarações à agência Lusa, o líder da CGTP, Tiago Oliveira, afirmou que as manifestações pretendem que cada pessoa que "sente as dificuldades do dia-a-dia", devido ao "brutal aumento" dos preços da habitação, dos combustíveis e do cabaz alimentar, e que "sente os serviços públicos a desagradarem-se", se faça "ouvir" e que tenha "a oportunidade de lutar contra a política em curso".
No Porto, o protesto da CGTP acabará precisamente na praça onde há uma semana decorrem protestos pelo direito à habitação.
Entretanto, a organização do movimento pela habitação que tem ocupado a Praça D. João I já anunciou que vai voltar a montar tendas e a acampar este sábado no local.
"Voltaremos. Permaneceremos. Sábado, Praça D. João I, às 12:00, em apoio à manifestação da CGTP; às 19:00, acampada", lê-se num comunicado de imprensa divulgado na sexta-feira.
No Funchal, a delegação da Madeira do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (STFPS) promove uma manifestação "Contra o Empobrecimento, pelos Direitos e por uma Vida Melhor", a partir das 10:00.
O sindicato salientou que na Região Autónoma da Madeira "a inflação mantém-se acima da média nacional, encarecendo ainda mais os bens e serviços essenciais", cabendo "ao Governo Regional adotar medidas concretas que respondam às dificuldades acrescidas sentidas pelos trabalhadores".
Ainda "pela habitação, contra a repressão e em solidariedade com a 'acampada' do Porto" está prevista uma concentração em Faro, às 17:30, na Rotunda do Fórum, por vários movimentos e coletivos do Algarve, que salientam que "é uma das regiões onde é mais difícil comprar ou arrendar casa" no país.
No último fim de semana, na sequência de uma manifestação pelo direito à habitação e contra o custo de vida, realizada durante a tarde de sábado no Porto e noutras cidades, mais de 50 pessoas permaneceram acampadas na Praça D. João I.
Na madrugada de quinta-feira, o movimento denunciou uma carga policial, que terá causado ferimentos em 39 dos participantes, dois dos quais em estado grave, e na quinta-feira à noite cerca de três mil pessoas juntaram-se aos manifestantes iniciais.
O movimento apresenta seis reivindicações principais: estão contra a lei das rendas, pedem a definição de tetos máximos aos valores de arrendamento, o fim dos despejos e da compra de imóveis por fundos abutres, mais habitação pública e a recuperação de imóveis devolutos para habitação.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt