PS acusa Governo de não ter implementado nenhuma das medidas anunciadas sobre o apagão
André Moz Caldas, porta-voz do Secretariado Nacional do Partido Socialista afirmou também que os portugueses que tiveram prejuízos ainda não sabem das compensações a que têm direito.
O PS acusou esta segunda-feira o Governo de não ter implementado nenhuma das 31 medidas na sequência do apagão de há um ano, afirmando que os portugueses que tiveram prejuízos ainda não sabem das compensações a que têm direito.
André Moz Caldas, porta-voz do Secretariado Nacional do PS que está esta segunda-feira reunido pela primeira vez depois da sua eleição, falou aos jornalistas na sede socialista, em Lisboa, e reiterou críticas à atuação do executivo, faz um "balanço negativo" dos dois anos de governação de Luís Montenegro e exigiu "menos propaganda e mais ação".
Sobre o apagão que está agora a fazer um ano, o dirigente do PS referiu que "o Governo anunciou depois 31 medidas, com grande estrondo, mas a própria REN confirmou em audição parlamentar que os grandes investimentos já estavam programados antes do apagão".
"Não foram medidas novas, foi a aceleração de um calendário que já existia e nenhuma das medidas está implementada. Um ano depois, a ERSE ainda não classificou juridicamente o evento. Os portugueses que sofreram prejuízos continuam sem saber a que compensações têm direito", criticou.
Moz Caldas sublinhou Portugal viveu em 28 de abril do ano passado o "apagão mais grave em mais de duas décadas".
"O relatório do grupo de trabalho parlamentar, elaborado por um deputado do próprio PSD, confirma o que o PS disse desde o primeiro momento: a comunicação à população falhou, as primeiras mensagens de emergência chegaram horas depois do apagão, com taxas de entrega inferiores a 50% e a linha 112 esteve temporariamente indisponível", disse.
Sobre os apoios às populações afetadas pelas tempestades, o socialista considerou que "chegaram tarde ou não chegaram e com dificuldades de execução".
"As falhas de coordenação que o apagão revelou não foram corrigidas. O mesmo guião, os mesmos problemas", comparou.
Para o socialista, "dois anos é tempo suficiente para se avaliar um Governo".
"O balanço é negativo. O custo de vida subiu, a habitação ficou mais cara, a saúde piorou, o PRR derrapou e quando surgem crises, o Governo falha nas respostas que mais importam. Prometem, mas não fazem. Exige-se menos propaganda e mais ação. As pessoas não podem continuar à espera e Portugal não pode continuar assim", sintetizou.
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