PSP de Leiria alerta população para falsos prestadores de serviços
Pessoas estão a receber telefonemas de falsos prestadores de serviços na sequência do mau tempo.
O comandante distrital de Leiria da Polícia de Segurança Pública (PSP) disse esta sexta-feira haver relatos de pessoas que estão a receber telefonemas de falsos prestadores de serviços na sequência do mau tempo e apelou para que os cidadãos não forneçam dados.
"Temos relatos de pessoas que agora estão a receber chamadas de prestadores de serviços que procuram obter dados pessoais e do número de pessoas em casa. Em especial, de pessoas que se passam por funcionários das águas ou da luz que pretendem medir o caudal e a qualidade da água e verificar as ligações elétricas, respetivamente, pretendendo agendar uma visita", disse à agência Lusa Domingos Urbano Antunes.
O comandante distrital reiterou que os cidadãos "não devem ceder quaisquer dados pessoais e nunca permitir a entrada dentro de casa" de estranhos, e explicou que "estas interpelações decorrem do estabelecimento paulatino das comunicações", pelo que as tentativas de burla ocorrem por via telefónica.
"Pedimos que não aceitem estas ajudas a não ser por via oficial", adiantou Domingos Urbano Antunes, alertando para que, nestes casos, contactem de imediato a PSP.
Aos cidadãos, apelou ainda para que "salvaguardem as suas propriedades", mas "não devem correr riscos desproporcionais, concretamente, com trabalhos em coberturas com elevado risco de queda".
"Entendemos a urgência, mas não podemos perder o sentido de proteção da vida", alertou o responsável distrital da PSP, garantindo que o comando continua "a registar uma baixa significativa da criminalidade, pelo menos a denunciada".
Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.
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