Publicidade ao tabaco persiste
A directora do Programa Nacional para a Prevenção e Controlo do Tabagismo denunciou esta quarta-feira a existência de publicidade ao consumo de tabaco, apesar de estar proibida por lei, razão pela qual a fiscalização deve ser mais efectiva. <br/>
Emília Martins Nunes falava na Comissão Parlamentar da Saúde, onde explicou os objectivos do programa que dirige e revelou aos deputados o seu objectivo: reduzir a prevalência [do tabagismo] em dois por cento.
A especialista recordou que a lei do tabaco, que entrou em vigor em 2007, diminuiu, desde então, a prevalência do tabagismo em um por cento. Os dois por cento, explicou, podem parecer uma percentagem reduzida, mas é um objectivo ambicioso.
Para Emília Nunes, a aposta na prevenção continua a ser a mais indicada, mas também deve existir um reforço da fiscalização, nomeadamente aos sistemas de ventilação, "que são pouco eficazes, caros e barulhentos", e também a publicidade, que, embora proibida, existe.
O aumento do preço do tabaco e a utilização de imagens a cores dos malefícios do tabaco na saúde foram algumas medidas que Emília Martins Nunes considera passíveis de ajudar a reduzir a prevalência do tabaco em Portugal.
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