Quatro contaminados com legionella sem irem ao hospital

Autoridades de Saúde investigam como é que quatro doentes apanharam bactéria sem ter tido contacto com o São Francisco Xavier.

16 de novembro de 2017 às 01:30
Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa Foto: LUSA
São Francisco Xavier Foto: Pedro Catarino
O hospital São Francisco Xavier, em Lisboa Foto: Vítor Mota
O hospital São Francisco Xavier, em Lisboa Foto: Vítor Mota

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Dos 54 casos diagnosticados com legionella, há quatro que não se sabe se têm relação com o surto do Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa, disse ontem Graça Freitas, diretora-geral da Saúde, acrescentando que estes estão a ser estudados e analisados.

Aparentemente, os doentes não terão tido contacto com este hospital do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental (CHLO), como aconteceu com os restantes diagnosticados com legionella, incluindo as cinco vítimas mortais. A maioria ou foi a uma consulta, ou foi fazer exames.

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Entretanto, o Ministério Público já recebeu o relatório preliminar elaborado pela Direção-Geral da Saúde (DGS) e pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA). Graça Freitas disse, em conferência de imprensa, que o relatório estava entregue, mas não revelou as conclusões. Apenas disse que "existe uma forte probabilidade de que a eventual fonte de infeção tenha ocorrido no perímetro do hospital".

Isto apesar do próprio primeiro-ministro, António Costa, ao comentar esta questão na terça-feira à noite, ter dito que "está aberto o inquérito para se saber como se chegou a este ponto e o que falhou relativamente à manutenção de uma das torres de refrigeração onde, aparentemente, estará a origem do surto" de legionella.

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A comprovar-se, a responsabilidade da manutenção das torres de refrigeração é da Such-Veolia, uma empresa parceira dos Serviços SUCH - Serviço de Utilização Comum dos Hospitais. Numa nota, a empresa refere que, "desde a primeira hora foram tomadas as medidas adequadas para interromper a possível fonte de transmissão".

A Veolia alega que as "rotinas de monitorização" dos sistemas de climatização efetuadas a edifícios como o hospital "estão ao nível das melhores práticas", pelo que a empresa recorreu a uma "equipa interna de técnicos internacionais" para "auxiliar no cabal esclarecimento desta situação".

O primeiro caso de doença dos legionários no Hospital São Francisco Xavier ocorreu a 31 de outubro. Até ontem, o dia com mais casos confirmados foi 4 de novembro (12 casos). 

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Eurodeputados sem água quente

Os gabinetes dos eurodeputados em Bruxelas e Estrasburgo estão sem água quente devido a riscos de legionella. O encerramento temporário do circuito de água quente, decidido em abril, passou a definitivo. Vão fazer obras até meados de 2018.

Normas compiladas num documento 

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