Quercus considera insuficientes metas do pacote energético
Objetivo é evitar o aumento da temperatura global média da Terra.
A associação ambientalista Quercus lamentou esta sexta-feira que as metas definidas na quinta-feira pelos países da União Europeia para as áreas de energia e clima sejam insuficientes para evitar o aumento da temperatura global média da Terra.
A especialista em energia e clima da Quercus, Ana Rita Antunes, admitiu à Lusa que o pacote aprovado foi "difícil de alcançar", mas considerou que não as metas ficaram aquém do que deviam.
As metas "não dão um sinal suficiente que a União Europeia está comprometida com o combate às alterações climáticas", afirmou, exemplificando com a redução das emissões de gases com efeito de estufa.
O acordo sobre o 'pacote energia-clima' fechado pelos 28 prevê metas vinculativas de redução das emissões de gases com efeito de estufa de 40% em relação ao nível de 1990, mas Ana Rita Antunes defende que essa redução deveria chegar aos 55%.
"Nas emissões de gás com efeito estufa, precisávamos de uma meta que reduzisse 55% até 2030 para conseguirmos não aumentar a temperatura média global terrestre em dois graus celsius até 2100", explicou a ambientalista.
Para a representante da Quercus, este é "o ponto-chave do combate às alterações climáticas". É "o objetivo que os cientistas dizem que temos de alcançar para que não soframos as consequências mais catastróficas das alterações climáticas", precisou.
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