Quinze barragens estão abaixo dos 50%
Albufeiras apresentam armazenamentos abaixo da média dos últimos 25 anos.
Portugal regista valores de precipitação abaixo do habitual para esta época do ano, com a consequente redução do volume de armazenamento das barragens. A Agência Portuguesa do Ambiente revela que das 60 barragens monitorizadas, há 15 que registam apenas 50% da capacidade máxima. Os dados disponibilizados indicam que no seu conjunto, as albufeiras apresentavam, no final de março, volumes de armazenamento inferiores à média dos últimos 25 anos.
Os efeitos das chuvas do último mês acabaram por representar ganhos marginais no volume das albufeiras face a fevereiro. Por comparação com março de 2016, as reservas das barragens apresentam volumes bem mais baixos. As maiores perdas verificaram-se no Litoral Norte. Há um ano, a bacia do Ave registava 98,7%, em março ficou pelos 36%. No Cávado, a descida foi de 92,1% para 67,5% e no Lima de 88,6% para 68,6%. A bacia do Sado é, por sua vez, a que apresenta os valores mais baixos. Em março de 2016 registava 43,2% da capacidade máxima. Em março último estava nos 34,3%.
Por barragens, valores abaixo de 50% verificam-se em Guilhofrei, na bacia do Ave, com 36%; na bacia do Douro, Vilar - Tabuaço, com 32,2%; no Mondego figuram Fronhas, 47,2%, e Vale do Rossim, 44,4%; e na bacia do Tejo, Divor (28,4%). No Sado são sete as barragens abaixo de 50%: Alvito (43,6%), Campilhas (48,7%), Fonte Serne (38,3%), Monte da Rocha (20%), Odivelas (32%), Pego do Altar (34,2%) e Roxo (16,6%). No Guadiana, há três: Abrilongo (46,8%), Caia (45,3%) e Vigia (35,7%). Superior é o armazenamento nas barragens que abastecem as principais cidades: Castelo de Bode, que abastece a área de Lisboa, registou 78,3% em março. Aguieira, que serve Coimbra, estava nos 80,8%. Na área do Porto, a barragem de Crestuma/Lever registou um volume de 92%.
A um nível das barragens mais baixo corresponde menor produção de energia hídrica. Segundo um estudo divulgado ontem, em 2015 houve uma redução de 24%, o que levou a um maior consumo de carvão e gás natural para a produção de eletricidade, o que agravou em 7% as emissões de gases com efeito de estufa.
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