Radar que detetará ventos no aeroporto da Madeira em funcionamento em 10 de novembro

Operação no Aeroporto Internacional da Madeira, localizado no concelho de Santa Cruz, na zona leste da ilha, é frequentemente afetada pelas condições de vento.

04 de junho de 2026 às 18:47
Radar que detetará ventos no aeroporto da Madeira em funcionamento em 10 de novembro Foto: Direitos Reservados
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O radar que permitirá a deteção de ventos no Aeroporto Internacional da Madeira vai entrar em funcionamento a 10 de novembro, anunciou esta quinta-feira, no parlamento, o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz.

"Estamos a finalizar a entrada em funcionamento do radar LIDAR para poder haver os tais voos mesmo com ventos cruzados", disse o ministro, em audição na Assembleia da República, no âmbito da apreciação, na especialidade, da proposta de Orçamento do Estado para 2026.

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"Está instalado e a partir do dia 10 estará em funcionamento", adiantou, em resposta a perguntas do deputado Filipe Sousa, do JPP.

Em causa está o MADeira Winds (MAD Winds), composto por um Radar Banda X, um sistema LIDAR e um sistema de processamento que analisa dados meteorológicos com alta precisão, sistema que permitirá um conhecimento da situação no Aeroporto Internacional da Madeira num prazo mais curto e eficaz, oferecendo um suporte essencial às decisões operacionais durante as fases mais críticas do voo, nomeadamente aproximação, aterragem e descolagem.

A operação no Aeroporto Internacional da Madeira, localizado no concelho de Santa Cruz, na zona leste da ilha, é frequentemente afetada pelas condições de vento.

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O MAD Winds -- apresentado em dezembro de 2024 e orçado em 3,5 milhões de euros -- terá um período de teste de um ano, durante o qual será avaliado e submetido a ajustes para otimizar o funcionamento face às características do aeroporto da Madeira, o único no mundo cujos limites de vento são obrigatórios -- 15 nós --, embora tenham sido impostos em 1964 e definidos com base em estudos que usaram um avião DC3 da II Guerra Mundial, quando a pista tinha 1.600 metros, sendo que atualmente tem 2.781.

De acordo com a NAV Portugal, cerca de 80% das divergências de voos motivadas atualmente pelo vento estão apenas até três nós acima dos limites impostos, pelo que o novo sistema é uma "ferramenta crucial" para uma avaliação mais precisa e potencialmente mais favorável à operação.

O deputado Filipe Sousa reivindicou ligações marítimas e aéreas regulares e acessíveis entre o arquipélago e o continente e que o aeroporto do Porto Santo seja dotado das condições que façam dele uma "alternativa segura e eficaz" ao da Madeira, quando se verifica mau tempo ou em caso de emergência.

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"Estamos a exigir à ANA [Aeroportos de Portugal] o investimento na aerogare do Porto Santo, que é necessária", respondeu o ministro.

A região autónoma dispõe atualmente de dois aeroportos, um na ilha da Madeira e outro na ilha do Porto Santo.

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