“Recolhemos mais 5 mil euros do que em 2010”
Manuela Rilvas, presidente do Núcleo Regional Sul da Liga Portuguesa Contra o Cancro, sobre o peditório nacional
Correio da Manhã – Qual é o balanço do último peditório da Liga Portuguesa Contra o Cancro realizado na região de Lisboa?
Manuela Rilvas – O balanço é óptimo. Existem anos em que as pessoas estão mais reivindicativas e reaccionárias devido à conjuntura nacional, mas este ano deram o seu contributo e nos casos em que não o puderam fazer quase que pediam desculpa. Os portugueses mostraram que têm muita vontade de participar e ajudar.
– Qual foi a verba recolhida a nível nacional?
– Ainda só contabilizámos as verbas recolhidas pelo peditório de rua na região da Grande Lisboa. Faltam apurar as doações de particulares e empresas. Mas o resultado surpreendeu-nos bastante. No total, foram doados à Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) 250 mil euros, em números redondos.
– O montante recolhido registou alguma evolução relativamente ao ano anterior?
– Com o peditório deste ano foi possível recolher mais cinco mil euros do que em 2010, o que é um número expressivo.
– Na sua opinião, a que se deve esse aumento?
– Creio que as pessoas têm mais conhecimento sobre a nossa actividade e o peditório é a forma que elas têm de mostrar reconhecimento pelo nosso trabalho. Houve situações extraordinárias durante o peditório. Em Tavira, um senhor que estava a pedir esmola junto a uma igreja doou todo o dinheiro que tinha conseguido às voluntárias da LPCC porque achava que se tratava de uma boa causa.
– Qual será o destino da verba apurada no peditório?
– A nossa preocupação é manter todos os projectos que temos em curso, mas o rastreio do cancro da mama será o maior consumidor da verba.
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