Resolução de falha na plataforma de exames pode obrigar professores a classificar itens que já estavam corrigidos

A uma semana da afixação das notas dos exames nacionais do ensino secundário, os constrangimentos relacionados com o processo de classificação acumulam-se.

10 de julho de 2026 às 19:01
Exames nacionais Foto: CMTV
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A resolução de uma falha técnica na plataforma eletrónica utilizada para classificar os exames nacionais poderá obrigar os professares a avaliar respostas que já tinham sido corrigidas, denunciou esta sexta-feira o movimento MetaProf.

A uma semana da afixação das notas dos exames nacionais do ensino secundário, os constrangimentos relacionados com o processo de classificação acumulam-se.

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Além dos relatos de falta de folhas de resposta e de um aumento contínuo de itens para corrigir, os professores podem agora ser confrontados com a necessidade de voltar a corrigir itens de resposta que já tinham sido classificados.

Segundo o movimento MetaProf, o alerta foi deixado pelo Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA) e pelo Júri Nacional de Exames (JNE) que, num comunicado enviado aos classificadores, dá conta de atualizações em curso na plataforma para corrigir as situações de folhas de continuação em falta.

No entanto, a nota, citada pela MetaProf, acrescenta que as mesmas atualizações poderão "gerar casos em que, no painel de classificação, os professores tenham de avaliar um item previamente classificado".

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"O sistema não garante exclusividade na atribuição de respostas, e existem casos verificados de itens reatribuídos que já tinham sido classificados por outro professor", sublinha o movimento, que já tinha alertado, na semana passada, para uma falha no mecanismo de atribuição e contagem de respostas para classificação.

Na altura, a MetaProf questionou a tutela sobre a existência de um mecanismo de exclusividade e de registos do histórico de atribuições, sobre os procedimentos de reatribuição de itens e sobre a forma como são resolvidos os casos de duplicações, em que uma resposta já classificada volta a ser atribuída a outro professor.

"Reconhecer o sintoma sem explicar a causa e corrigir a plataforma sem esclarecer o impacto sobre classificações já fechadas deixa em aberto a mesma questão de fundo", sublinha o movimento.

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O ministro da Educação revelou na quinta-feira que já estavam corrigidas mais de 75% das provas e mostrou-se confiante de que no dia 17 as pautas serão afixadas.

Os professores têm até terça-feira para concluir as classificações, mas, a quatro dias do prazo, os professores continuam a receber itens para classificar.

Esta sexta-feira, a Missão Escola Pública denunciou que está a ser pedido aos professores classificadores dos exames nacionais que recebem respostas incompletas que as classifiquem tal como estão, caso as folhas em falta não cheguem até ao fim do processo. 

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