Risco de cheias leva Golegã a entrar em alerta vermelho
Caudal instantâneo do rio Tejo poderá atingir os 9 mil metros cúbicos por segundo.
O município da Golegã está em estado de alerta vermelho devido ao aumento significativo do caudal instantâneo do rio Tejo, que poderá atingir os 9.000 metros cúbicos por segundo, informou esta quinta-feira autarquia.
Em comunicado, a Câmara da Golegã, no distrito de Santarém, refere que as autoridades foram informadas de "um aumento significativo do caudal instantâneo do rio Tejo, que poderá atingir os 9.000 metros cúbicos/segundo", situação que levou à ativação do nível mais elevado de alerta.
Na nota, o município apela às populações que residem em zonas ribeirinhas e inundáveis para adotarem "medidas preventivas, salvaguardando a sua segurança pessoal e protegendo os seus bens".
"Todos os mecanismos de Proteção Civil, bem como os respetivos meios operacionais, encontram-se no terreno" para monitorizar a situação e prestar apoio às populações, acrescenta a Câmara Municipal.
Ainda segundo a autarquia, ao longo do dia o Serviço de Ação Social irá contactar os residentes das zonas inundáveis da Golegã, São Caetano, Azinhaga, Mato de Miranda, Casal Centeio e Pombalinho e distribuir um folheto com recomendações e "informações relevantes com cuidados a ter".
As pessoas afetados pelas cheias "serão realojados no Pavilhão Municipal de Azinhaga, na Santa Casa da Misericórdia de Azinhaga, em casa de familiares e noutros locais já identificados, de acordo com cada situação", indica o município.
Os estabelecimentos do Agrupamento de Escolas da Golegã, Azinhaga e Pombalinho vão encerrar na sexta-feira e na freguesia de Azinhaga, foi colocado um gerador municipal para garantir apoio a situações urgentes.
Está igualmente "definido o local do heliporto", caso seja necessária a retirada de doentes urgentes, é acrescentado na nota.
A autarquia informa ainda que permanecem nas freguesias de Azinhaga e Pombalinho operacionais da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Golegã, assegurando "apoio permanente à população".
O município refere igualmente que os minimercados locais foram contactados, estando garantidos abastecimentos por embarcação "caso se verifique um período de isolamento prolongado".
O município adianta também que o serviço de transporte Transfer será suspenso a partir de sexta-feira e que o Parque de Campismo Municipal da Golegã também será encerrado nesse dia, estando a decorrer as diligências para a retirada de caravanas e autocaravanas. O Jardim do Equuspolis encerra ao público ainda esta quinta-feira.
Na nota, a autarquia apela à população para que adote "comportamentos preventivos", evite deslocações para zonas alagadas e siga "os conselhos das entidades oficiais".
Onze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo decretou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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