São João da Pesqueira pede integração na Declaração de Situação de Contingência
Pedido foi feito atendendo "à gravidade das ocorrências, à extensão dos danos e ao impacto financeiro estimado" na sequência do mau tempo que afetou o País.
O presidente da Câmara de São João da Pesqueira, Manuel Cordeiro, pediu esta quarta-feira a integração do seu concelho na Declaração de Situação de Contingência, atendendo aos prejuízos de um milhão de euros provocados pelas intempéries.
"A dimensão territorial dos impactos e o volume estimado de prejuízos ultrapassam largamente a capacidade de resposta normal do município", alertou Manuel Cordeiro.
Segundo aquele autarca do norte do distrito de Viseu, "os encargos associados à reposição da normalidade representam um impacto significativo no orçamento municipal, comprometendo a execução regular das atividades planeadas e a sustentabilidade financeira, num ano em que decorrem investimentos estruturantes no âmbito do Quadro Comunitário 2030".
Atendendo "à gravidade das ocorrências, à extensão dos danos e ao impacto financeiro estimado", o município de São João da Pesqueira pediu ao Governo que seja integrado na Declaração de Situação de Contingência, ao abrigo do regime legal aplicável.
Este concelho "foi e continua a ser severamente afetado pelas recentes intempéries que assolaram a região e o país, registando danos em infraestruturas públicas, vias rodoviárias, propriedades privadas e explorações agrícolas", em todas as freguesias.
Devido às "fortes e persistentes chuvas verificadas desde o final do mês de janeiro", registaram-se quedas de vários muros de suporte, danos na rede viária municipal (devido a abatimentos e aluimentos) e prejuízos em infraestruturas consideradas essenciais às populações e à economia local.
Manuel Cordeiro apontou a intervenção na Estrada Municipal 504-3 (entre São João da Pesqueira e Várzea de Trevões), que está orçamentada em cerca de meio milhão de euros, como uma das prioridades.
"Face à urgência imperiosa de repor esta ligação, atualmente alternativa ao trânsito condicionado pelas obras da Infraestruturas de Portugal em curso na Estrada Nacional 222, a obra terá de iniciar com a maior brevidade possível", avisou.
O município garantiu que tem mantido "uma intervenção permanente no terreno, assegurando a reposição de condições mínimas de segurança, a sinalização das zonas de risco e o apoio às populações afetadas".
Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.
A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou no domingo.
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