Sardinha é abundante mas ainda vale pouco

Maior parte do pescado vendida a menos de 1 euro por quilo.

13 de maio de 2016 às 09:31
Foto: Pedro Noel da Luz
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A frota da sardinha voltou ao mar no início do mês e, durante a primeira semana, foram vendidas nas lotas algarvias mais de 82 toneladas desta espécie. Os pescadores da região garantem que existe muita sardinha, mas há quem defenda que o limite de captura por barco devia ser reduzido para permitir que a quota não se esgote rapidamente.

Segundo dados da Docapesca, Portimão foi a lota da região onde foi descarregada a maior quantidade de sardinha (mais de 69 toneladas), no período de 2 a 6 deste mês. O preço médio por quilo cifrou-se nos 90 cêntimos. Quarteira foi a lota em que o valor alcançado foi mais alto (1,18 euros/quilo), mas a quantidade vendida não chegou às cinco toneladas.

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Nesta altura, a sardinha ainda não está gorda, pelo que se destina sobretudo ao abastecimento de fábricas de conserva. O preço é, por isso, relativamente baixo. Nos últimos dias, a generalidade dos barcos tem ficado em terra, devido ao mau tempo.

O Governo estabeleceu um limite de capturas por embarcação. As traineiras de maior dimensão (comprimento superior a 16 metros) podem trazer para terra até 3,75 toneladas.

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Jorge Vairinhos, da Barlapescas, defende, no entanto, que a quantidade devia ser reduzida, "para esticar mais no tempo a quota disponível". Miguel Cardoso, da Olhãopesca, partilha da mesma opinião.

Nestes primeiros dias, os pescadores "observaram sardinha em abundância, nomeadamente juvenis", diz o dirigente da Olhãopesca, adiantando que "é bom sinal", pois indicia "a renovação dos stocks".

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