Seca aumenta gases poluentes em Portugal
Falta de água nas barragens portuguesas está a levar à diminuição da produção de energia hídrica.
Portugal emitiu, entre janeiro e julho deste ano, mais 6 milhões de toneladas de dióxido de carbono em relação ao período homólogo do ano passado. O alerta surge após a divulgação de um estudo da associação ambientalista Zero, com dados da Redes Energéticas Nacionais (REN). Entre as causas do exponencial aumento estão os incêndios e o período de seca intensa que se vive atualmente no País e que torna 2017, até agora, o ano com "maiores emissões de gases de estufa na presente década".
Ao Correio da Manhã, Francisco Ferreira, presidente da Zero, afirma que "tudo se deve à falta de precipitação, que afeta a produtividade de origem renovável através das barragens". Entre janeiro e julho "houve um decréscimo de 60% do uso das centrais hidroelétricas, o que obrigou ao recurso das centrais térmicas, que emitem mais gases de estufa", acrescenta.
A produção de eletricidade através de fontes renováveis diminuiu de 78,8% para 50,4%, o que traduz uma quebra para metade ao nível da produção elétrica com base em energias renováveis. As duas centrais térmicas em Portugal (em Sines e no Pego, no concelho de Abrantes), apresentam conjuntamente um aumento de produção em 35%, em relação ao período homólogo.
Entre as causas deste crescimento está o preço do carvão, "significativamente mais barato em relação ao do gás natural, por exemplo", explica o presidente da Zero. "Implementar leis de reflorestação, bem como melhorar a rede de vigilância e deteção de incêndios" são medidas essenciais para evitar o aumento da emissão de gases poluentes, frisa.
De acordo com o último Boletim Climatológico do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, relativo ao mês de julho, 69,6 por cento do território de Portugal continental estava em situação de seca severa e 9,2 por cento em seca extrema.
Falta de água desespera quem vive em Bencatel
A aldeia vive um período de seca intenso, após os dois furos de abastecimento terem colapsado, sendo agora abastecidos pelos bombeiros.
A situação está a afetar sobretudo os moradores da parte mais alta de Bencatel, ficando sem água a maior parte do dia.
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