Seca aumenta gases poluentes em Portugal

Falta de água nas barragens portuguesas está a levar à diminuição da produção de energia hídrica.

21 de agosto de 2017 às 01:30
Centrais térmicas funcionam com carvão, o que leva ao aumento de emissão de gases poluentes para a atmosfera Foto: Adelino Oliveira
Calor, seca, tempo quente, terreno Foto: Getty Images
Tempo seco, calor, seca xxx Foto: Getty Images
Seca obriga a retirar peixes das albufeiras Foto: CMTV
As barragens estão com pouca água, refletindo a seca que assola o País Foto: Rui Miguel Pedrosa / Correio da Manhã

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Portugal emitiu, entre janeiro e julho deste ano, mais 6 milhões de toneladas de dióxido de carbono em relação ao período homólogo do ano passado. O alerta surge após a divulgação de um estudo da associação ambientalista Zero, com dados da Redes Energéticas Nacionais (REN). Entre as causas do exponencial aumento estão os incêndios e o período de seca intensa que se vive atualmente no País e que torna 2017, até agora, o ano com "maiores emissões de gases de estufa na presente década".

Ao Correio da Manhã, Francisco Ferreira, presidente da Zero, afirma que "tudo se deve à falta de precipitação, que afeta a produtividade de origem renovável através das barragens". Entre janeiro e julho "houve um decréscimo de 60% do uso das centrais hidroelétricas, o que obrigou ao recurso das centrais térmicas, que emitem mais gases de estufa", acrescenta.

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A produção de eletricidade através de fontes renováveis diminuiu de 78,8% para 50,4%, o que traduz uma quebra para metade ao nível da produção elétrica com base em energias renováveis. As duas centrais térmicas em Portugal (em Sines e no Pego, no concelho de Abrantes), apresentam conjuntamente um aumento de produção em 35%, em relação ao período homólogo.

Entre as causas deste crescimento está o preço do carvão, "significativamente mais barato em relação ao do gás natural, por exemplo", explica o presidente da Zero. "Implementar leis de reflorestação, bem como melhorar a rede de vigilância e deteção de incêndios" são medidas essenciais para evitar o aumento da emissão de gases poluentes, frisa.

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De acordo com o último Boletim Climatológico do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, relativo ao mês de julho, 69,6 por cento do território de Portugal continental estava em situação de seca severa e 9,2 por cento em seca extrema. 

Falta de água desespera quem vive em Bencatel 

A aldeia vive um período de seca intenso, após os dois furos de abastecimento terem colapsado, sendo agora abastecidos pelos bombeiros.

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A situação está a afetar sobretudo os moradores da parte mais alta de Bencatel, ficando sem água a maior parte do dia.

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