Secretário-geral da UGT desafia Montenegro a rever acordo de salários
Mário Mourão alertou que qualquer alteração à legislação laboral terá de reforçar a contratação coletiva.
O secretário-geral da UGT desafiou este sábado o primeiro-ministro a negociar o acordo de valorização salarial em Concertação Social e alertou que qualquer alteração à legislação laboral terá de reforçar a contratação coletiva.
"Senhor primeiro-ministro sente-se connosco à mesa da Concertação Social para rever o acordo de salários e rendimentos", disse Mário Mourão, na intervenção que fez na abertura do 15.º Congresso da União Geral de Trabalhadores (UGT), que decorre na Figueira da Foz.
"Os trabalhadores portugueses vivem momentos difíceis por tudo o que estamos a passar na Europa, mas em todo mundo", disse, apesar de reconhecer que há "uma evolução" nos salários.
Mário Mourão referiu-se ainda especificamente ao salário mínimo nacional, que é definido por portaria do Governo após auscultação dos parceiros sociais.
"Faça-se que o salário mínimo chegue aos 1.000 euros em janeiro e dê mais força à negociação coletiva, porque há indicadores que nos permitem reforçar aquilo que foi o acordo, que foi assinado e o compromisso que assinámos", acrescentou.
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