Sete associações querem medidas de médio prazo para empresas da Região de Leiria

Setores de atividade alertam que centenas de negócios vão continuar a ser afetados.

10 de fevereiro de 2026 às 16:50
Associações querem medidas de médio prazo para empresas da Região de Leiria Foto: ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA
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Sete associações defenderam esta terça-feira medidas de médio prazo para apoiar as empresas da Região de Leiria afetadas pelo mau tempo, considerando que, após a primeira intervenção, centenas continuarão severamente danificadas.

Num comunicado conjunto enviado à agência Lusa, as associações, de vários setores de atividade, começam por salientar que o rasto de destruição da depressão Kristin, em 28 de janeiro, "em casas, empresas, edifícios, espaços públicos e infraestruturas críticas, como a rede elétrica ou de comunicações, atingiu proporções inimagináveis".

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Realçando a resposta das diversas entidades e de voluntários, as subscritoras referem-se depois às medidas de apoio disponibilizadas pelo Governo.

"Cabe-nos agora assegurar que estas medidas são implementadas sem demora e com resultados concretos para as empresas da região", afirmam as associações, garantindo, por outro lado, que estão "a identificar e a propor medidas adicionais" de forma a assegurar que "os apoios às empresas são verdadeiramente eficazes, céleres e operativos", para uma "efetiva retoma da atividade".

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Contudo, antecipam que, "quando esta primeira e imediata intervenção estiver concluída, permanecerão ainda centenas de empresas severamente danificadas e milhares de pessoas a sofrer prejuízos indiretos de toda esta calamidade".

Por isso, importa "começar desde já a pensar o futuro, a encontrar mecanismos de cooperação e a promover medidas de médio prazo para apoio às empresas", sustentam.

"Se soubermos transformar esta calamidade numa oportunidade, será possível reerguer uma Região de Leiria mais forte, mais resiliente, mais moderna e mais competitiva, construindo um futuro mais sustentável para todos", defendem.

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Nesse sentido, estão a "identificar desafios e pensar uma visão conjunta de futuro, transformando ideias em propostas concretas e afirmando a ambição de exigir mais e de construir novos caminhos para um futuro mais forte, capaz, justo e sustentável para a região".

Sem esquecer a urgência do momento, cuja prioridade é "ajudar empresas na utilização das medidas disponíveis e na resolução dos problemas imediatos", as subscritoras querem "ser um farol de esperança, ajudando a construir um futuro sólido e sustentável para a região".

Neste trabalho conjunto, as sete associações empresariais contam com Politécnico de Leiria, incubadoras, centros tecnológicos, autarquias e Estrutura de Missão para a Recuperação das Zonas Afetadas pela depressão Kristin.

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As subscritoras são as associações de Comércio, Indústria, Serviços e Turismo da Região de Leiria (Acilis), Empresarial do Concelho de Pombal (AEPOMBAL), e Regional dos Industriais de Construção e Obras Públicas de Leiria e Ourém (Aricop).

A Associação Empresarial da Região de Leiria/Câmara de Comércio e Indústria (NERLEI CCI), Associação Nacional da Indústria de Moldes (Cefamol) e associações portuguesas da Indústria de Plásticos (APIP) e das Indústrias de Cerâmica e Cristalaria (APICER)estão também no grupo.

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Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

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O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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