Sete corporações de bombeiros com 1,8 milhões de euros de financiamento colaborativo

Maior montante, de 650 mil euros, será para reerguer o quartel dos Bombeiros Voluntários de Leiria.

23 de abril de 2026 às 15:24
Bombeiros Foto: MIguel Veterano
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Sete corporações de bombeiros afetadas pelo mau tempo vão beneficiar no total de 1,8 milhões de euros no âmbito do financiamento colaborativo "Reconstruir a Região Centro Juntos!", divulgou esta quinta-feira a Estrutura de Missão para a reconstrução da região.

O maior montante (650 mil euros) é para reerguer o quartel dos Bombeiros Voluntários de Leiria, seguindo-se a recuperação do quartel dos Voluntários de Penela (455 mil euros) e do dos Voluntários de Monte Redondo, este também do concelho de Leiria, com 300 mil euros.

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Os projetos das sete associações humanitárias - incluem-se também a Argus (Arganil), Voluntários e Brasfemes (ambas de Coimbra) e Voluntários de Alcoutim -- integram o lote de 28 que já estão financiados a 100%.

"Neste momento, dos 73 projetos disponíveis na plataforma, 28 projetos encontram-se já financiados a 100%, num total de mais de 3,2 milhões de euros, evidenciando o forte envolvimento da sociedade civil e a eficácia deste modelo na resposta às necessidades identificadas nos territórios afetados", referiu, numa nota de imprensa, a Estrutura de Missão Reconstrução da Região Centro do País.

De acordo com esta entidade, coordenada por Paulo Fernandes, "os projetos apoiados abrangem áreas essenciais como a reconstrução de equipamentos e infraestruturas, o apoio a associações e instituições locais, a dinamização da economia e da vida comunitária, bem como o reforço da resiliência do território, complementando outros programas e instrumentos públicos de recuperação em curso".

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No lote de 28 projetos com 100% de financiamento contam-se sete do concelho de Leiria, igual número da Marinha Grande e três de Pombal.

Coimbra, Ourém, Alcoutim e Alcácer do Sal têm dois projetos cada, enquanto os restantes três projetos financiados na totalidade dividem-se por Porto de Mós, Arganil e Penela.

Desde 1 de março que está disponível a plataforma digital de financiamento colaborativo https://ppl.pt/reconstruir, para "mobilizar cidadãos, empresas e organizações no apoio a projetos de recuperação e transformação sustentável nos territórios afetados" pelo mau tempo, segundo informação do Governo.

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A plataforma, destinada, exclusivamente, ao financiamento de projetos de utilização coletiva, é "um mecanismo complementar aos apoios públicos já mobilizados, não sendo admissível a duplicação de financiamento para as mesmas despesas", adiantou o Governo.

Um mês depois, a Estrutura de Missão anunciou que um primeiro grupo de 37 propostas para financiamento tinha sido submetido na plataforma colaborativa desenvolvida em parceria com a PPL, após instruídas e validadas por aquela entidade.

Segundo a Estrutura de Missão, a atualização esta quinta-feira anunciada "corresponde à segunda fase desta iniciativa, que consolida o papel do financiamento colaborativo enquanto mecanismo contínuo, flexível e orientado para resultados concretos no terreno".

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"A plataforma permanece aberta à submissão de novos projetos, que são disponibilizados para financiamento de forma contínua, permitindo responder a necessidades emergentes e acompanhar o processo de reconstrução de forma dinâmica", adiantou, salientando "o papel fundamental da mobilização contínua de cidadãos, empresas e instituições, cujo envolvimento ativo tem sido decisivo para impulsionar a recuperação e fortalecer a capacidade de resposta dos territórios afetados".

Pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que fizeram também várias centenas de feridos, desalojados e deslocados. Mais de metade das mortes foram registadas em trabalhos de recuperação.

Os temporais, que atingiram o território continental durante cerca de três semanas, provocaram a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos de milhares de milhões de euros.

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As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

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