Sindicato diz que greve dos funcionários não docentes fechou 1370 escolas no País
Greve visa os trabalhadores não docentes, como assistentes operacionais, assistentes técnicos e técnicos especializados e superiores.
O Sindicato Nacional dos Profissionais da Educação (Sinape) disse esta segunda-feira que 1370 escolas fecharam devido à greve de 24 horas dos funcionários não docentes.
"Nós temos uma taxa [de adesão] de aproximadamente 80%. Tínhamos 1.370 escolas fechadas", disse Francisco Pinto, dirigente sindical do Sinape Francisco Pinto, contactado pela Lusa por telefone pelas 13h20.
O dirigente do sindicato que convocou a greve indicou que o número de escolas fechadas nos distritos de Lisboa, Setúbal, Coimbra e Leiria "é significativo".
Além dos distritos mais afetados, Francisco Pinto adiantou que há escolas fechadas em Matosinhos, Viseu, Castro Daire e Aveiro.
Mais a sul no país, no distrito de Faro, também há "muitas escolas fechadas", segundo o dirigente sindical.
"No Alentejo ainda estamos à espera de dados, porque as distâncias a percorrer são maiores e temos maior dificuldade em receber informação", acrescentou Francisco Pinto.
Sobre os horários das escolas, o responsável indicou que a situação varia de escola para escola, dando o exemplo de alguns estabelecimentos que abriram às 08h00 mas fecharam às 09h00 e outros que indicaram estar fechados durante a manhã.
Segundo o sindicato, a greve visa os trabalhadores não docentes, como assistentes operacionais, assistentes técnicos e técnicos especializados e superiores.
De acordo com um comunicado do Sinape, os trabalhadores não docentes reivindicam carreiras próprias, face à especificidade das funções.
O Sinape disse ainda que os trabalhadores "encontram-se em regime de precariedade consecutiva, sem carreira, sem progressão e sem reconhecimento funcional na administração pública".
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