Sindicato dos Magistrados contra controlo político do Ministério Público

Dirigente sindical acusa PS e PSD de concertação.

27 de janeiro de 2019 às 09:44
No encontro do SMMP, em Lisboa, foi discutida a revisão do estatuto do MP Foto: Duarte Roriz
Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, Orçamento do Estado, governo Foto: iStockphoto
Magistrados Foto: Getty Images

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O Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP) decidiu manter a greve agendada para os próximos dias 25 (nacional), 26 (Porto e Coimbra) e 27 de fevereiro (Lisboa e Évora) e acordou a marcação de uma concentração nacional, na Assembleia da República, aquando da discussão e votação do novo estatuto do Ministério Público (MP).

"Fez-se um caminho importante no combate à corrupção, [...] na investigação de pessoas que até agora nunca tinham sido investigadas, e o que agora notamos é que isso incomodou muita gente. Pretende-se que haja uma reversão nesse processo e que o MP passe novamente a investigar só os pilha-galinhas", criticou António Ventinhas, presidente do SMMP, no final da assembleia geral extraordinária, em Lisboa.

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Na reunião ficou acordada a marcação de novos dias de greve, caso "se afigure necessário".

PORMENORES

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Investigação seletiva

António Ventinhas quer afastar "uma investigação seletiva, em que haja alguns protegidos por terem pessoas nos conselhos superiores que conseguem parar as investigações criminais, designadamente escolhendo as pessoas mais indicadas" para as conduzirem.

Preocupação

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O presidente do SMMP acusa os grupos parlamentares do PS e do PSD de estarem mais "preocupados com o controlo político do MP e da investigação criminal" do quem em atrair melhores juristas para a profissão.

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