Sindicatos da UGT pedem reunião urgente com Abanca por testemunhos alarmantes

Sindicatos referem que insistiram no agendamento de uma reunião "o mais rapidamente possível".

13 de janeiro de 2026 às 12:19
Abanca Foto: António Pedro Santos/Lusa
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Os sindicatos da banca afetos à UGT pediram uma reunião de urgência ao Abanca por testemunhos que "são alarmantes" no decorrer do processo de integração do Eurobic, estando ainda a acompanhar a redução de 120 trabalhadores.

Em comunicado, Mais Sindicato, Sindicato dos Trabalhadores do Setor Financeiro de Portugal (SBN) e Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Banca, Seguros e Tecnologias (SBC) referem que insistiram no agendamento de uma reunião "o mais rapidamente possível".

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Segundo estes, os problemas no banco espanhol, que adquiriu o Eurobic, "não se cingem ao número de efetivos e os testemunhos que têm chegado a estes sindicatos são alarmantes".

Os três sindicatos apontam que o processo de integração "está a causar grande instabilidade" e que "todos os problemas devem ser resolvidos para que os trabalhadores possam desempenhar as suas funções com normalidade".

Sobre o processo de redução de 120 trabalhadores, os sindicatos da UGT assinalaram que todo o processo é voluntário e que as condições de saída serão negociadas com os trabalhadores que se voluntariem, tendo ainda oferecido apoio aos seus sócios através dos seus serviços jurídicos.

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Mais, SBN e SBC acrescentaram que foram informados, numa reunião na segunda-feira, que esta fase será "a última do processo de integração".

O Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários (SNQTB) já tinha alertado na segunda-feira para este programa voluntário de rescisões por mútuo acordo e pré-reformas.

De acordo com a informação transmitida ao sindicato, as condições propostas para rescisões por mútuo acordo preveem uma indemnização correspondente a 1,5 salários por cada ano ou fração de antiguidade, a manutenção das condições dos créditos em curso junto do banco, a atribuição de seguro de saúde por 12 meses e o acesso a serviços de apoio à transição de carreira profissional.

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Dada a impossibilidade de acesso ao subsídio de desemprego, "por insuficiência de quotização", é atribuído um valor adicional à indemnização.

Já o programa de pré-reformas tem acesso reservado a trabalhadores que completem 60 anos de idade até 31 de dezembro deste ano, prevendo o pagamento de uma prestação mensal correspondente a 60% da retribuição mensal auferida.

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