Sindicatos de Leiria pedem urgência no pagamento de salários de janeiro

União dos Sindicatos está a fazer um "levantamento da situação dos trabalhadores" da região.

04 de fevereiro de 2026 às 12:42
Voluntários removem destroços em Leiria após evento climático adverso Foto: Manuel de Almeida/Lusa_EPA
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A União dos Sindicatos do Distrito de Leiria (USDL) exigiu, esta quarta-feira, "que nenhum trabalhador veja o seu rendimento diminuído ou os direitos reduzidos" por causa da depressão Kristin, defendendo urgência no pagamento de salários de janeiro.

"A USDL exige que nenhum trabalhador veja o seu rendimento diminuído ou os seus direitos reduzidos. No imediato, é urgente garantir o pagamento dos vencimentos referentes a janeiro, superando as dificuldades de muitas empresas em processar os salários", afirma a estrutura sindical, em comunicado.

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A USDL diz estar, juntamente com os sindicatos da CGTP-IN no distrito, a fazer um "levantamento da situação dos trabalhadores" e que vai desenvolver, "já a partir dos próximos dias, uma ação de contacto e esclarecimento" no sentido "de os mobilizar na defesa dos seus direitos".

Para a união sindical, "a resposta no terreno demonstrou, uma vez mais, o papel insubstituível dos trabalhadores na salvaguarda de vidas e bens e na resposta a todo o tipo de situações".

"O impacto de destruição, por todo o distrito, afetará muito significativamente a vida coletiva dos trabalhadores e suas famílias durante um largo período de tempo", observa.

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A USDL também exige "que o Governo assuma as suas responsabilidades e dê resposta aos muitos problemas que se revelaram na última semana, sendo fundamental mobilizar recursos públicos para recuperar o que foi destruído".

"O anúncio feito pelo Governo de medidas para responder à calamidade, para além de tardio e insuficiente, recorre aos recursos da Segurança Social, nomeadamente com isenções de contribuições patronais para a Segurança Social e ao regime de 'lay-off' simplificado", observa a união sindical.

Com isto, diz, o governo debilita "mais uma vez, a Segurança Social, ao colocá-la no lugar que deve ser desempenhado pelo Orçamento do Estado e ter como origem verbas que advêm dos impostos".

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"Num quadro em que a destruição das habitações permanentes é muito vasta, os apoios de 10 mil euros anunciados para a sua recuperação são, em muitos dos casos, manifestamente insuficientes para cobrir os danos causados", observa a USDL.

A USDL manifesta ainda "toda a solidariedade com as populações afetadas pela tempestade Kristin, com todos os que estão a sofrer as consequências desta intempérie e envia as sentidas condolências aos familiares dos que perderam a vida nesta tragédia".

"Dirigimos uma especial saudação a todos que estão no terreno a procurar solucionar esta calamidade, aos trabalhadores e a toda a população do distrito de Leiria e valorizamos o papel das autarquias e da protecção civil na intervenção e socorro das famílias e comunidades", afirma.

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O Conselho Distrital da USDL convocou entretanto para 16 de fevereiro um Plenário Distrital de Sindicatos "a fim de apurar mais profundamente a situação laboral no distrito em articular os diferentes níveis de resposta".

Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos, registando-se a destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, cortes de energia, água e comunicações, entre outros danos.

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O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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