Só um trabalhador por cerejeira para evitar contágios de coronavírus
Medidas acarretam custos acrescidos para os produtores.
O surto de Covid-19 obriga este ano os produtores de cereja a aplicar novos procedimentos de higiene e distanciamento social, o que acarreta custos acrescidos para os produtores.
"Vamos ter de colocar os trabalhadores sozinhos em cada cerejeira, o que acaba por demorar mais tempo. E depois temos de considerar a compra de material de proteção individual e de desinfeção para todos", afirma Sara Martins, pequena produtora do Fundão.
A Cerfundão, que recebe, embala e distribui as cerejas de mais de uma centena de produtores do concelho, espera processar mil toneladas do fruto este ano, mesmo com as dificuldades impostas pelo surto pandémico. "Há produtores que acreditam que até vamos ultrapassar", diz José Castello Branco, presidente da empresa.
Apesar destas condicionantes, espera-se que a campanha, que decorre em maio e junho, seja bastante produtiva, se o clima ajudar. Em média, os produtores vendem o quilo de cereja a 3 euros e o escoamento, dizem, está assegurado. O maior receio é a eventual perda do poder de compra dos consumidores.
PORMENORES Medidas de cautela
Houve trabalhadores que foram colocados em quarentena para assegurarem depois o trabalho no período da apanha. É uma das medidas que os produtores da região implementaram.
Contratação externa
Os produtores de cereja querem evitar riscos e vão reduzir ao máximo a contratação de trabalhadores externos temporários, de forma a evitar contágios.
Área de produção
O município do Fundão tem uma área de cerca de 2 mil hectares de cerejais. O negócio tem peso na economia local.
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