"Só não houve um acidente grave por milagre"

Condutor assistiu à derrocada do pavimento da A14.

05 de abril de 2016 às 12:59
Foto: D.R.
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Costuma circular na A14?

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Costuma circular na A14?

António Neto conduzia com a família numa estrada de terra batida paralela à A14 no último sábado quando se apercebeu de que algo de estranho estava a acontecer. O som de chapa a raspar no chão e movimento anormal dos carros alertaram-no para a derrocada do pavimento da autoestrada que liga Coimbra à Figueira da Foz.

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"Os carros chegavam à zona e afundavam a parte da frente. Batiam com a chapa no chão e saltavam", conta ao CM António Neto, residente em Leiria. António foi para um viaduto ali próximo, o nº14 e apercebeu-se do abatimento do piso. "Desci para a berma da autoestrada e saltei a vedação para usar um telefone SOS. Eles já estavam avisados da situação, até porque houve carros que pararam a seguir ao buraco que se estava a abrir no chão".

O condutor conta que viveu longos minutos de aflição. "Eu e um homem que passeava de bicicleta por ali começámos a fazer gestos para os carros abrandarem. Alguns reduziam a velocidade, outros só se apercebiam mesmo em cima e houve muitas travagens bruscas. Só não houve um acidente grave por milagre". António Neto conta que, progressivamente, os condutores começaram a abrandar e a fazer quatro piscas para sinalizar aos carros que seguiam atrás. Só "ao fim de cerca de meia hora" apareceu um carro da GNR, que ligou as luzes de alerta e fez abrandar o trânsito. 

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O trânsito acabaria por ser cortado no sentido Coimbra-Figueira da Foz (ao quilómetro 10, na zona de Montemor-o-Velho) ainda na tarde de sábado e a via ficou totalmente interrompida no domingo de manhã, depois de o abatimento do piso ter aberto uma cratera de 10 metros que afetous todas as faixas de rodagem da via. 

Segundo apurou o CM, há pelo menos seis automobilistas que se queixam de danos nas viaturas. Exigem agora à Brisa que assuma os prejuízos.

A Brisa concessionária, da autoestrada 14, já iniciou os trabalhos de reparação, mas a operação poderá demorar seis a sete semanas. O trânsito foi desviado para estradas secundárias, mas o cenário agrava-se por estarem em curso obras na EN111, que também está cortada. Está a ser equacionada a hipótese de ser instalada no local uma ponte militar, para melhorar o escoamento do trânsito.

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