SOS Racismo condena "propaganda anti-imigração" do Chega na Futurália
Movimento exigiu uma tomada de posição por parte da organização da feira.
O Movimento SOS Racismo condenou este sábado a presença do Chega na Futurália, criticando a divulgação de "propaganda anti-imigração" pelo partido, e exigiu uma tomada de posição por parte da organização da feira.
Este ano, na feira de educação e formação em Lisboa, cuja 17.ª edição termina hoje, o Chega "instalou um stand onde exibiu cartazes com mensagens como "Isto não é mesmo o Bangladesh (mas parece)", acompanhados de estatísticas sobre nascimentos de imigrantes, narrativa central da teoria da Grande Substituição", apontou o movimento, em comunicado.
Para o movimento, a apresentação desta teoria com cartazes coloridos numa feira frequentada por adolescentes e jovens adultos é "normalizar o extremismo".
O SOS Racismo sublinhou ainda a responsabilidade da Futurália e do Ministério da Educação, questionando os critérios que regulam a participação de entidades na feira e também que posição tomará o ministério face ao conteúdo transmitido neste 'stand'.
Tendo em conta estas críticas, o movimento exigiu uma "tomada de posição pública da organização da Futurália sobre os critérios de aceitação de expositores e sobre o conteúdo exibido pelo Chega nesta edição", bem como uma resposta do ministério.
Apelou também à "criação de regulamentos de participação em feiras de educação que impeçam a difusão de discurso de ódio e propaganda extremista em contextos pedagógicos", e que seja feita uma análise pela Comissão para a Igualdade e contra a Discriminação Racial dos conteúdos exibidos pelo Chega.
A Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) da Universidade NOVA de Lisboa também já tinha condenado a promoção de conteúdos discriminatórios no 'stand' do Chega na Futurália e pediu a intervenção da organização.
Além da FCSH, também o Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade de Lisboa alertou a organização Futurália para o risco de o 'stand' do Chega usar o evento como plataforma para divulgar "mensagens discriminatórias" que promovem o racismo.
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