Soure regista novos cortes de eletricidade na sequência dos ventos e chuva da última noite
Freguesia de Samuel voltou a ficar sem eletricidade, assim como parte da freguesia de Vinha da Rainha, segundo o autarca.
O presidente da Câmara de Soure, Rui Fernandes, disse esta quarta-feira à Lusa que algumas freguesias do concelho, no distrito de Coimbra, registaram novos cortes de energia elétrica, na sequência dos ventos e chuva da última noite.
A freguesia de Samuel voltou a ficar sem eletricidade, assim como parte da freguesia de Vinha da Rainha, segundo o autarca.
"A minha a maior preocupação, neste momento, é, enquanto o tempo for permitindo, continuar a recuperar a rede elétrica. Tenho pessoas há sete dias sem luz, é exasperante", salientou.
Segundo Rui Soares, o dia "está calmo, por agora", registando-se "pequenas emergências", como quedas de taludes ou árvores, às quais se estão a dar resposta para evitar uma fase "mais extrema, com, por exemplo, estradas fechadas".
"Estamos a tratar isso com muita rapidez", assinalou.
Esta quarta-feira, o rio Arunca, em Soure, "está raso, vai galgando ligeiramente para o centro histórico, mas volta", o que "é uma grande notícia", disse.
Quanto à situação no rio Mondego, Rui Fernandes salientou que "está estável" para o planeamento que está feito com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), apesar de os valores registados na barragem da Agueira serem "mais preocupantes, esta manhã".
"Vai depender do que chover esta noite e da quantidade de água que chega à [barragem da] Aguieira", acrescentou.
Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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