Subida do Tejo inunda campos agrícolas e deixa estradas submersas

Plano Especial de Emergência para Cheias na Bacia do Tejo está em vigor desde sábado para o nível de alerta azul.

27 de janeiro de 2026 às 01:30
Cheias no Tejo afetam estradas e campos agrícolas Foto: Pedro Brutt Pacheco
Estrada dos Lázaros, na Golegã, está submersa desde sábado Foto: Pedro Brutt Pacheco
Estrada submersa devido à subida dos caudais do Tejo Foto: Pedro Brutt Pacheco

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Sempre que se verifica um aumento dos caudais do rio Tejo e dos seus afluentes, é na Estrada dos Lázaros, na Golegã, que os primeiros efeitos se fazem sentir: Os campos agrícolas ficam alagados e o caminho municipal número um submerso e por isso intransitável.

No distrito de Santarém, são 26 as vias de comunicação afetadas desde que foi ativado o Plano Especial de Emergência para Cheias na Bacia do Tejo, às 00h00 de sábado, para o nível de alerta azul, que é o mais baixo de todos.

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Por enquanto, os agricultores não se queixam, pois a água é um fertilizante natural para os solos, mas se a cheia se prolongar por muitos dias, as culturas podem sofrer um atraso , o que resulta em prejuízos.

Durante o fim de semana, os caudais do Tejo atingiram os 1700 metros cúbicos de água por segundo, ontem registou-se uma diminuição, mas as previsões indicam uma nova subida a partir desta quarta-feira, não só devido à chuva, mas também devido às descargas das barragens, que estão quase a atingir a capacidade máxima de armazenamento.

 O caudal do rio Ave também subiu, ontem, galgando o tabuleiro da ponte e impossibilitando a circulação automóvel, situação que se repetiu na Ponte de Nasceiros, entre os municípios de Guimarães e de Póvoa de Lanhoso, devido a uma inundação. Já em Águeda, o presidente da câmara prevê que o centro da cidade não seja afetado pela subida do rio.

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Na EN13, em Vila Meã, Vila Nova de Cerveira, um lençol de água condicionou o trânsito, enquanto era aberta uma vala para drenar a água acumulada.

No rio Douro, o aumento das descargas das barragens pode colocar em risco a navegação e as zonas ribeirinhas, alertou a Capitania.

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