Subida do Tejo inunda campos agrícolas e deixa estradas submersas
Plano Especial de Emergência para Cheias na Bacia do Tejo está em vigor desde sábado para o nível de alerta azul.
Sempre que se verifica um aumento dos caudais do rio Tejo e dos seus afluentes, é na Estrada dos Lázaros, na Golegã, que os primeiros efeitos se fazem sentir: Os campos agrícolas ficam alagados e o caminho municipal número um submerso e por isso intransitável.
No distrito de Santarém, são 26 as vias de comunicação afetadas desde que foi ativado o Plano Especial de Emergência para Cheias na Bacia do Tejo, às 00h00 de sábado, para o nível de alerta azul, que é o mais baixo de todos.
Por enquanto, os agricultores não se queixam, pois a água é um fertilizante natural para os solos, mas se a cheia se prolongar por muitos dias, as culturas podem sofrer um atraso , o que resulta em prejuízos.
Durante o fim de semana, os caudais do Tejo atingiram os 1700 metros cúbicos de água por segundo, ontem registou-se uma diminuição, mas as previsões indicam uma nova subida a partir desta quarta-feira, não só devido à chuva, mas também devido às descargas das barragens, que estão quase a atingir a capacidade máxima de armazenamento.
O caudal do rio Ave também subiu, ontem, galgando o tabuleiro da ponte e impossibilitando a circulação automóvel, situação que se repetiu na Ponte de Nasceiros, entre os municípios de Guimarães e de Póvoa de Lanhoso, devido a uma inundação. Já em Águeda, o presidente da câmara prevê que o centro da cidade não seja afetado pela subida do rio.
Na EN13, em Vila Meã, Vila Nova de Cerveira, um lençol de água condicionou o trânsito, enquanto era aberta uma vala para drenar a água acumulada.
No rio Douro, o aumento das descargas das barragens pode colocar em risco a navegação e as zonas ribeirinhas, alertou a Capitania.
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