Surto de sarampo há um mês sem resposta
Investigação aos contágios no Hospital de Cascais passa para a Inspeção-Geral.
Quase um mês depois do início do surto de sarampo no Hospital Dr. José de Almeida, em Cascais, as autoridades de saúde ainda não deram uma resposta sobre como é que teve início e se houve falhas no procedimento hospitalar. Falta saber ainda como é que um bebé de 13 meses foi contagiado pelo vírus e contagiou na Urgência Pediátrica daquela unidade uma jovem de 17 anos, que morreu na madrugada de quarta-feira, e quatro profissionais de saúde.
Ontem, o ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, anunciou que a investigação passou a estar a cargo da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde. Ao CM, o diretor-geral da Saúde, Francisco George, escusou-se a explicar quais os resultados da investigação epidemiológica feita até agora, alegando estar "em segredo de Justiça".
"Todos os trabalhos conclusivos tidos até agora foram remetidos para a Inspeção-Geral", afirmou.
Até às 13h00 de ontem foram notificados 115 casos de sarampo em todo o País, dos quais 21 foram confirmados, 85 foram negativos e nove estão em investigação. "Há um aumento de casos suspeitos de sarampo para investigação porque os médicos estão mais atentos aos sintomas suspeitos e enviam mais pedidos para investigação", afirmou ao Correio da Manhã Fernando Almeida, presidente do Instituto Ricardo Jorge.
15 casos suspeitos enviados à Urgência
15 casos suspeitos enviados à UrgênciaAo CM, Sérgio Gomes, coordenador da Saúde 24 (808 24 24 24) afirmou que foram encaminhados para as Urgências 15 doentes suspeitos de sarampo, do total de 49 chamadas de pessoas com queixas de sintomas.
Funeral de Inês Sampaio realiza-se hoje
Inês Sampaio não estava vacinada contra o sarampo porque teve uma reação alérgica a uma vacina administrada aos dois meses de idade. A jovem recorreu às Urgências de Cascais devido a uma mononucleose, doença provocada por um vírus.
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