Técnicos de diagnóstico e terapêutica manifestam-se em Lisboa por melhores salários

Centenas de técnicos de Diagnóstico e Terapêutica concentraram-se inicialmente em frente ao Ministério da Saúde, onde ao som de buzinas e palavras de ordem seguiram em manifestação até à Presidência do Conselho de Ministros.

09 de outubro de 2026 às 17:02
Técnicos de diagnóstico e terapêutica manifestam-se em Lisboa por melhores salários Foto: António Pedro Santos/Lusa
Técnicos de diagnóstico e terapêutica manifestam-se em Lisboa por melhores salários Foto: António Pedro Santos/Lusa
Técnicos de diagnóstico e terapêutica manifestam-se em Lisboa por melhores salários Foto: António Pedro Santos/Lusa
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Técnicos de diagnóstico e terapêutica manifestam-se em Lisboa por melhores salários Foto: António Pedro Santos/Lusa
Técnicos de diagnóstico e terapêutica manifestam-se em Lisboa por melhores salários Foto: António Pedro Santos/Lusa
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Centenas de técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica (TSDT) manifestam-se esta sexta-feira em Lisboa para exigir "valorização salarial" e igualdade entre os profissionais de saúde, no mesmo dia em que realizam uma greve nacional de 24 horas.

"O Governo quer que a gente perca os pontos que resultam da nossa avaliação e isso, para nós, é inaceitável", disse à Lusa o presidente do Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica (Stss), Luis Dupont, que convocou os protestos.

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Em dia de greve, as centenas de técnicos de Diagnóstico e Terapêutica concentraram-se inicialmente em frente ao Ministério da Saúde, onde ao som de buzinas e palavras de ordem seguiram em manifestação até à Presidência do Conselho de Ministros.

O sindicalista afirmou que o Ministério da Saúde assinou "um acordo com outros sindicatos que vai trazer injustiças" e "diferenças salariais" entre os profissionais de saúde.

Como é o caso de Fernando Cruz, técnico há 26 anos, que, em declarações à Lusa, disse que estão a ser criadas injustiças para a carreira e que o Governo quer retirar pontos que "representam anos de trabalho".

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"Estes pontos permitiram-me subir na carreira", lamentou Fernando Cruz no protesto, onde os manifestantes gritavam várias palavras de ordem, como "os nossos pontos são para contar" e "nem menos nem mais salários iguais"

No protesto estava também Helena Carmo, fisioterapeuta há 20 anos, que disse querer mostrar ao Governo que os trabalhadores "estão descontentes com o que querem impor".

Segundo Helena Carmo, está ser imposta uma nova carreira aos técnicos que implica "ficar atrás de muitas carreiras com o mesmo grau de complexidade", a nível salarial.

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No final de julho, o Ministério da Saúde anunciou que chegou a acordo com o Sindicato dos Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica (SINDITE) e o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (SINTAP) para a valorização dos TSDT em 2026 e 2027, que passam a ser designados por especialistas das áreas de diagnóstico e terapêutica.

O presidente do Stss disse que a greve "está ter uma forte adesão que ronda os 90% e os 95% em todo o país" com os exames de rotina e de diagnóstico a serem os serviços mais afetados, podendo também existir constrangimentos em algumas consultas e cirurgias.

"Temos uma forte adesão aqui, por exemplo, em Lisboa, na Unidade Local de Saúde (ULS) de São José, no Porto, na ULS São João, na ULS de Coimbra. Portanto, em grandes hospitais, em grandes ULS e IPO [Instituto Português de Oncologia] há uma forte adesão e já se notam esses efeitos", afirmou.

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Os trabalhadores, que na manifestação empunham cartazes a dizer " o nosso trabalho conta" e "Somos parte essencial do SNS", protestam pela "revisão de uma tabela salarial digna e pela regularização imediata dos pontos e dos retroativos pelas ULS [Unidades Locais de Saúde]".

Os TSDT integram 18 profissões do Serviço Nacional de Saúde, desempenhando funções nas áreas do diagnóstico, terapêutica, reabilitação e prevenção.

Representantes dos partidos Livre, Bloco de Esquerda (BE), Partido Comunista Português (PCP) e Chega também estiveram presentes na concentração e apoiaram o protesto dos trabalhadores.

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