Tecto abate após obras
As obras na Escola Secundária Gil Vicente, em Lisboa, implementadas pelo Governo no âmbito da modernização do parque escolar, estão a ser contestadas pela comunidade escolar, que num parecer denuncia a degradação das condições. O caso mais grave foi o abatimento do tecto de uma casa de banho. "Entra água em muitos pontos, abateu um tecto, as paredes já estão muito deterioradas e os pisos já destruídos", pode ler-se no parecer a que a Lusa teve acesso, assinado pelo director e associações de pais e de estudantes.
No documento é dito que "a escolha dos materiais não obedeceu a critérios de qualidade", tendo sido utilizados "aglomerados de madeira, pladur, plásticos, resinas, etc." E afirma-se que "a execução de muitos aspectos da obra foi pouco rigorosa e negligente". Denunciam ainda que "foram arrancadas várias dezenas de árvores" e plantados apenas dois pinheiros.
A Parque Escolar, empresa criada pelo Ministério da Educação para executar as obras, afirma que "está a tentar encontrar soluções para os problemas detectados". Fonte da empresa diz que "os materiais utilizados têm sido aplicados com sucesso noutras escolas" e que uma "análise global apenas poderá ser feita após a conclusão" das obras. E garante que no fim das obras o número de árvores será superior ao inicial.
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