Tem 30 anos e é o único a falar português na guarda do Vaticano

Michael Cerqueira da Costa foi ator em Nova Iorque onde viveu dois anos. Está na Guarda Suíça Pontifícia há seis meses.

03 de fevereiro de 2026 às 11:18
Michel Cerqueira da Costa Foto: António Cotrim/LUSA
Michael Cerqueira da Costa, membro da Guarda Suíça Pontifícia no Vaticano Foto: António Cotrim/LUSA
Michael Cerqueira da Costa, o único português na Guarda do Vaticano Foto: António Cotrim/LUSA

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Michael Cerqueira da Costa, de 30 anos, filho de emigrantes portugueses, que se tornou soldado da Guarda Suíça Pontifícia há seis meses, presenciou esta segunda-feira a visita Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ao Vaticano.

"Sou um grande fã do Presidente, de Portugal, da comida portuguesa", declarou à agência Lusa o jovem soldado do corpo militar de elite responsável pela segurança do Papa e da sua residência, composto estritamente por cidadãos suíços católicos.

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É o único falante de português entre os cerca de 135 elementos da Guarda Suíça Pontifícia e teve oportunidade de cumprimentar Marcelo Rebelo de Sousa, com quem ainda tirou uma fotografia, à saída do Palácio Pontifício, onde o chefe de Estado se reuniu como Papa Leão XIV.

Enquanto aguardava a saída do Presidente da República, no Pátio de São Dâmaso, Michael contou à Lusa que era ator em Nova Iorque, onde viveu dois anos, e decidiu candidatar-se à Guarda Suíça Pontifícia por "uma chamada de Deus", interrompendo a carreira artística.

Cumpria os critérios de idade, cidadania suíça, com domínio de duas línguas, francês e italiano, e pertença à Igreja Católica, entre outros, exigidos para entrar no corpo da Guarda, que é considerado o menor e o mais antigo exército do mundo.

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Os pais de Michael emigraram para a Suíça na década de 1980, o pai vindo de Montalegre, no distrito de Vila Real, e a mãe de Arco de Valdevez, no distrito de Viana do Castelo.

Michael cresceu em Genebra, mas adaptou-se facilmente à vida na Cidade do Vaticano e ao ambiente envolvente de Roma: "Para mim foi fácil. Quando se vive em Nova Iorque dois anos, pode-se viver em qualquer parte do mundo", comentou.

As visitas a Portugal são frequentes, "quase todos os anos", e apesar das origens nortenhas o jovem elege Lisboa como "cidade favorita".

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Na Guarda Suíça há seis meses, o soldado recordou o momento solene em que prestou juramento, prometendo proteger o Papa e os seus sucessores, se necessário com a própria vida, e destacou o compromisso de cumprir "um mínimo de dois anos de serviço", que assumiu movido por "algo mais forte".

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