Temporal não trava a folia nem espírito festivo dos nazarenos

"Ninguém manda no tempo, mas sem carnaval não passamos”, diz Paula Florência rainha da festa da vila piscatória.

09 de fevereiro de 2026 às 01:30
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Para os nazarenos o carnaval é um momento que não podem dispensar e não há temporal que os impeça de festejar, mesmo havendo menos bailes, desfiles e outros eventos foliões. “Nazaré sem carnaval era um crime. Ai não, não pode ser. Ninguém manda no tempo, mas sem carnaval não passamos”, exclama Paula Florência, que faz par com Joaquim Bulhões como reis do carnaval desta vila piscatória.

“É lance de muit’ pêxe”, expressão profundamente ligada ao imaginário marítimo e à memória coletiva da vila, é o mote do carnaval, organizado pela Confraria de Nossa Senhora da Nazaré e pelo Município. “Quando o pescador lançava a rede e se viesse cheia dizia isso, como sinal de que tinha apanhado muito peixe”, conta o rei.

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Joaquim Bulhões e Paula Florência são duas figuras conhecidas da comunidade e participantes ativos na vida carnavalesca local. Ele tem 56 anos e diz que o convite para ser rei está ligado à “folia” que o “caracteriza”. “Participo em muitos grupos de carnaval desde os seis anos”, recorda. Ela tem 53 anos e o seu passado carnavalesco também vem desde criança, com inclusão em diversos grupos. “Não é por acaso que somos reis do carnaval”, diz.

Orgulhosos por terem sido escolhidos, mas conscientes da responsabilidade de serem os embaixadores da terra, garantem: “O nosso carnaval é muito espontâneo, chegamos muito facilmente às pessoas e não há nenhumas influências estrangeiras.”

As festividades este ano foram alteradas devido ao mau tempo. Os bailes de rua foram cancelados, os horários dos bares reduzidos e o sábado magro, dia de muita folia, passou para 14 de fevereiro, levando ao cancelamento do desfile noturno. O desfile de domingo foi cancelado, estando previsto o de terça-feira.

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