Trabalhadores do Complexo Industrial de Sines em luta por melhores condições laborais

São centenas de trabalhadores precários que trabalham na manutenção das grandes empresas de Sines.

20 de fevereiro de 2020 às 12:30
Trabalhadores do Complexo Industrial de Sines em luta por melhores condições laborais Foto: Joaquim Bernardo
Trabalhadores do Complexo Industrial de Sines em luta por melhores condições laborais Foto: Joaquim Bernardo
Trabalhadores do Complexo Industrial de Sines em luta por melhores condições laborais Foto: Joaquim Bernardo
Trabalhadores do Complexo Industrial de Sines em luta por melhores condições laborais Foto: Joaquim Bernardo
Trabalhadores do Complexo Industrial de Sines em luta por melhores condições laborais Foto: Joaquim Bernardo

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Cerca de duas centenas de trabalhadores do Complexo Industrial de Sines estiveram reunidos em plenário, onde aprovaram várias reivindicações para "defender o trabalho com direitos e combater a precariedade laboral".

Os trabalhadores disseram ao CM estar cansados da "grande precariedade existente no complexo industrial de Sines", onde a grande maioria dos trabalhadores "não tem contrato de trabalho e recebe por cada hora de trabalho, sem direito a férias e sem a garantia de ter trabalho no dia seguinte".

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Os trabalhadores que não querem ser identificados por medo de represálias das empresas, dão como exemplo que "muitos soldadores e tubistas recebem cerca de 10 euros horas, enquanto outros trabalhadores ao lado que desenvolvem o mesmo trabalho recebem mais de 20 euros horas".

Segundo Hélder Guerreiro, do SITE SUL - Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Sul, os trabalhadores das diversas empresas que pela primeira vez organizaram um plenário conjunto, aprovaram que, "as empresas devem dar prioridade aos trabalhadores locais, que todos os trabalhadores devem receber um valor mínimo de 20 euros hora, a integração nos quadros das empresas dos trabalhadores precários que desempenham funções permanentes e condições dignas de segurança e higiene no trabalho para todos os trabalhadores do complexo industrial de Sines".

"Estamos a falar de trabalhadores qualificados, que trabalham na área da manutenção industrial, nomeadamente soldadores, serralheiros, tubistas e pintores" trabalhadores que são "essenciais para a manutenção e segurança das grandes empresas do complexo industrial de Sines".

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Uma grande parte destes profissionais, "trabalha há dezenas de anos na manutenção das grandes empresas, mas sempre contratados por empresas de trabalho temporário".

Os trabalhadores aprovaram ainda "a realização de uma concentração à porta da Refinaria de Sines no dia 3 de março, para apresentar as reivindicações e alertar para a situação precária em que trabalham centenas de trabalhadores no maior pólo industrial do país."

Se as reivindicações para forem satisfeitas, os trabalhadores prometem "iniciar novas formas de luta, como está é que não pode continuar, chegámos ao nosso limite" afirmam os trabalhadores.

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