Trabalhadores do Metro de Lisboa realizam plenário às 23h00 para decidir greve de 24 horas

Plenário decorre na sequência de uma contraproposta apresentada esta tarde pela administração do Metropolitano de Lisboa.

08 de abril de 2026 às 19:48
Metro de Lisboa Foto: Metro de Lisboa
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Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa (ML) realizam esta quarta-feira um plenário às 23:00 para decidir se irão avançar para uma greve de 24 horas, que terá início às 00:00 de quinta-feira, disse à agência Lusa fonte sindical.

Este plenário decorre na sequência de uma contraproposta apresentada esta tarde pela administração do Metropolitano de Lisboa, segundo explicou à agência Lusa Sara Gligó, dirigente sindical da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS).

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Os trabalhadores do ML tinham comunicado a intenção de realizar uma greve de 24 horas na quinta-feira e na terça-feira da próxima semana.

"Iremos ter um plenário cerca das 23:00 mas, para já, vemos com muita dificuldade a suspensão da greve de amanhã [quinta-feira]", antecipou Sara Gligó.

No entanto, a sindicalista ressalvou que a última decisão de avançar ou não para a paralisação de 24 horas "será sempre dos trabalhadores".

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A dirigente sindical explicou que a administração apresentou uma nova proposta, mas que o curto espaço de tempo até ao início da paralisação, previsto para a meia-noite, poderá dificultar a auscultação dos trabalhadores.

Relativamente às motivações da greve, Sara Gligó explicou que estão relacionadas com o incumprimento de acordos assinados em 2019, nomeadamente ao nível da formação e organização do trabalho, rejeitando que estejam em causa aumentos salariais.

"Tem tudo a ver com condições de trabalho, formação de trabalhadores para estas categorias e o retirar de algumas funções", afirmou, acrescentando que os trabalhadores sentem-se "desrespeitados".

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Se avançar, a greve não terá serviços mínimos, conforme decisão do Tribunal Arbitral constituído no Conselho Económico e Social, que determinou apenas a prestação de serviços necessários à segurança e manutenção de equipamentos e instalações.

De acordo com a decisão, deverão ser assegurados três trabalhadores no Posto de Comando Central, preferencialmente um inspetor de movimento, um encarregado de movimento e um encarregado da sala de comando e de energia, devidamente identificados pelos sindicatos.

A Lusa contactou fonte da administração do Metropolitano de Lisboa, que remeteu uma resposta para mais tarde.

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