Trabalhadores exigem o fim da precariedade laboral em Sines

Duas centenas de trabalhadores concentraram-se à porta da Refinaria de Sines.

03 de março de 2020 às 11:37
Duas centenas de trabalhadores concentraram-se à porta da Refinaria de Sines Foto: Joaquim Bernardo
Duas centenas de trabalhadores concentraram-se à porta da Refinaria de Sines Foto: Joaquim Bernardo
Duas centenas de trabalhadores concentraram-se à porta da Refinaria de Sines Foto: Joaquim Bernardo
Duas centenas de trabalhadores concentraram-se à porta da Refinaria de Sines Foto: Joaquim Bernardo

1/4

Partilhar

Duas centenas de trabalhadores de várias empresas do Complexo Industrial de Sines estiveram esta terça-feira concentrados à porta da Refinaria de Sines a exigir "melhores condições salariais e o fim da precariedade laboral".

Pedro Carvalho do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Sul (SITE Sul) afirmou ao CM que "os trabalhadores estão cansados de ser explorados, por isso exigem o pagamento mínimo de 21 euros à hora, exigem que seja dada prioridade é contratação de trabalhadores locais e a incorporação dos trabalhadores precários nos quadros das empresas quando estes desempenham funções permanentes".

Pub

Para o sindicato, o Complexo Industrial e Portuário de Sines "é cada vez mais uma máquina gigantesca de exploração dos trabalhadores, com particular destaque para os trabalhadores da manutenção industrial".

"A precariedade está inerente ao trabalho à hora, os trabalhadores nunca sabem se tem trabalho no dia seguinte. Há trabalhadores com 30 anos de trabalho que são despedidos de um dia para o outro, porque nunca tiveram um contrato de trabalho", denunciou Pedro Carvalho.

Segundo o sindicalista, a média de valores pagos por hora no complexo industrial de Sines "varia entre os oito e os onze euros" abrangendo um universo de "centenas de trabalhadores" que "estão descontentes com a degradação dos salários de há 15 anos para cá".

Pub

De acordo com o dirigente sindical, "há trabalhadores, nomeadamente espanhóis que recebem o dobro dos portugueses, uma situação que não é aceitável".

Os trabalhadores presentes na concentração, a grande maioria exerce funções nas áreas de soldadura, tubagem, andaimes, isolamentos e serralharia mecânica.

Se as reivindicações não forem atendidas os trabalhadores prometem novas formas de luta, para "defender aquilo que consideram ser justo".

Pub

O caderno reivindicativo, exige igualmente "melhorias ao nível das condições de higiene e segurança no trabalho".

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar